Desempenho na gestão do Estado foi o pano de fundo do confronto entre petista e governador

O debate entre os candidatos a governo de Mato Grosso do Sul iniciou com uma série de acusações de Zeca do PT contra André Puccinelli (PMDB) e Nei Braga (PSOL).

Porém o candidato-governador continua reafirmando sua inocência contra as denúncias gravadas em vídeo pelo candidato a deputado estadual Ary Rigo (PSDB).

Entre os assuntos foram discutidos no primeiro bloco a carga tributária, saúde e saneamento básico.

Já no segundo bloco foram repercutidos os escândalos envolvendo a empresa de abastecimento de água (Sanesul) e as denúncias envolvendo o vídeo do deputado estadual, Ary Rigo.

A pergunta foi aberta por André Puccinelli indagando Zeca sobre a carga tributária, um dos assuntos mais polemizados no Estado devido às altas taxas.

Zeca prometeu desonerar micro e pequenas empresas de Mato Grosso do Sul e criar a Secretaria do Comércio.

Atacando André, Zeca alegou que ‘os empresários são tratados como bandidos’.

André respondeu que recebeu um Estado ‘quebrado’ com 13º salário atrasado e que só depois de alguns meses ‘equilibrou as finanças’.

“O Zeca aumentou (alíquota) o ICMS de 12% para 17%; subiu para 23% o imposto sobre os combustíveis e na medida do possível reduzirei lentamente a carga tributária”, adianta Puccinelli.

Zeca chama André de ‘mentiroso’ e diz que André capitalizou no primeiro ano de governo R$ 700 milhões em caixa e ainda sim, ressalta que herdou um Estado falido.

Na pergunta de Zeca a Nei Braga sobre saneamento, ele responde dizendo que todos os sul-mato-grossenses pagam caro pelo serviço.

Zeca diz que com a ajuda de Dilma Roussef, candidata a presidente, irá dar prosseguimento as obras do PAC e trazer mais recursos para o Estado com o PAC II.

No segundo bloco, Zeca perguntou a Nei Braga sobre os projetos de infra-estrutura de seu plano de governo, na resposta o candidato do PSOL diz que aplicará os recursos sem desviar dinheiro público.

De acordo com Zeca, o governador privatizou a Agesul e ele quer reestatizá-la.

A pergunta de Nei para André é sobre o vídeo gravado por Eleandro Passaia sobre as denúncias que envolvem os três poderes de Mato Grosso do Sul com suposto desvio de repasses de R$ 2 milhões.

André argumentou que já apresentou extratos bancários, certidão em cartório e de produtor desde 1997, época em que era prefeito de Campo Grande.

“Já abri mão dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de toda a minha família e fui o único governador do Estado a fazer isso”, argumentou.

Sobre os escândalos envolvendo desvio de R$ 19 milhões da Sanesul, entregue sem ser paga a folha de pagamento dos funcionários pelo governo de Zeca do PT, André disse que colocou a ‘casa em ordem’.

“Em quatro anos investi R$ 420 milhões na Sanesul. Destes, R$ 165 milhões são do governo federal e contrapartida de R$ 255 milhões do governo do Estado. A empresa de abastecimento de água e saneamento estava falida”, apontou Puccinelli.

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