Submarino que foi ao Titanic tentará achar caixa-preta

O submarino Nautile, primeiro a chegar aos destroços do navio Titanic, em 1985, a mais de 3,5 quilômetros de profundidade abaixo da ilha canadense de Newfoundland, deve chegar ao Brasil em oito dias a bordo do navio de exploração Pourquai Pas. O equipamento, de propriedade do Instituto Francês de Pesquisas para a Exploração do Mar, tem capacidade para navegar a profundidades de 6 quilômetros.

Agência Estado |

É o bastante para atuar na região da cordilheira dorsal meso-oceânica na qual destroços do Airbus da Air France foram encontrados, a cerca de 1,2 mil quilômetros do Recife, com abismos que variam de 2 a 4 quilômetros. Ele vai ficar à disposição do núcleo de coordenação do Estado-Maior das Forças Armadas da França para atuar na operação.

Os trabalhos de busca irão levantar as condições meteorológicas e oceanográficas nas seis horas que se seguiram ao acidente com o voo 447, tempo suficiente para os destroços do avião repousarem no fundo do oceano.

Com os dados sobre as correntes marítimas e submarinas nesse período, um software definirá a área na qual deve estar a caixa-preta, espaço a ser rastreado metro por metro pelos submarinos robóticos de última geração usados na busca do equipamento.

Veja no infográfico a rota do airbus Voo 447 da Air France

A chave para o sucesso é um bom mapeamento do local a partir de informações precisas sobre o que ocorria na região, diz o engenheiro José Ramos Duarte Jr., professor de sistema básico e avançado de Veículos de Operação Remota (ROV), usados para resgates em águas profundas, da Universidade Petrobras.

Pesando quase 20 toneladas, com 8 metros de comprimento e 3,8 metros de altura, o submarino Nautile carrega oxigênio suficiente para uma tripulação de três homens trabalhar por cinco horas. Dois braços mecânicos que se movimentam por sistemas hidráulicos de alta potência são encarregados de manipular os objetos encontrados.

Esses sistemas também contam com ferramentas capazes de cortar fuselagens. Para localizar a caixa-preta (que na verdade é cor de laranja) em águas profundas e escuras, o submarino conta com um sonar na parte superior, tipo de radar submarino com capacidade para identificar objetos metálicos a um raio de 300 metros. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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