Aviões militares franceses sobrevoaram as áreas anteriormente vistoriadas pelas aeronaves brasileiras, confirmando que os destroços encontrados no Oceano Atlântico são mesmo do Airbus A330 que desapareceu domingo à noite. A afirmação foi feita pelo porta-voz militar francês Christophe Prazuck. A constatação francesa é a mesma a qual o ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, chegara horas antes, de que não havia dúvidas de que os destroços eram do Airbus que levava 228 pessoas bordo.

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    De acordo com o francês, o momento agora é de passar para uma "operação naval", para coletar os destroços, e posteriormente para uma "operação submarina", em busca das caixas pretas da aeronave. 

    Na noite desta terça-feira a Aeronáutica enviou um comunidado dizendo que os trabalhos de buscas na área onde foram encontrados os destroços do Airbus A330 da Air France continuam. Para a tarefa, a Força Aérea Brasileira (FAB) deslocou o avião de rastreamento R-99 e mais três aeronaves C-130 Hércules. Aeronaves sobrevoaram o local durante toda a madrugada , mas não encontraram mais vestígios.

    O objetivo, segundo a FAB, é varrer uma área de 10 mil quilômetros a nordeste da ilha de Fernando de Noronha dentro da qual foi localizado o rastro de cinco quilômetros de destroços (peças brancas e fiação) e manchas de óleo do avião que fazia a rota Rio-Paris.

    Em entrevista coletiva dada nesta ontem, Jobim afirmou que a partir desta quarta-feira começam a chegar ao local os navios que serão responsáveis por recolher destroços e corpos que vierem a ser encontrados. O ministro evitou falar na hipótese de que as buscas efetuadas pela Marinha e pela Aeronáutica encontrem sobreviventes, uma vez que afirma trabalhar "não com hipóteses, mas com fatos empíricos".

    Por volta das 11 horas, chegará ao local o navio-patrulha Grajaú, que se juntará a dois navios mercantes holandeses e um francês. Na quinta-feira, será a vez das embarcações brasileiras Constituição e Caboclo começarem a vasculhar a área delimitada para as buscas.

  • Agência Brasil

    Mapa fornecido pela Aeronáutica

    Tudo o que for encontrado será transportado de navio até uma região distante 250 milhas do arquipélago Fernando de Noronha, onde o material será recolhido por helicópteros, que descarregarão em Fernando de Noronha.

    O ministro disse ainda que será difícil encontrar a caixa-preta da aeronave, já que o mar na região tem uma profundidade entre 2 mil metros e 3 mil metros e o material da caixa não é flutuante.

    Investigações

    Dois investigadores do Bureau d´Enquêtes et d´Analyses (BEA, órgão francês correspondente ao brasileiro Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, o Cenipa) já chegaram ao Brasil, onde tentarão identificar as causas do acidente.

    De acordo com nota divulgada pelo Comando da Aeronáutica, pelas leis internacionais que regulam a aviação civil, compete à França, país onde o avião estava registrado, investigar as causas do desaparecimento. A autoridade militar acrescenta ainda que os dois investigadores "receberão apoio de especialistas do Cenipa".

    (Com BBC, Valor Online e Agência Estado)

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