RECIFE - Para auxiliar os trabalhos de identificação das vítimas do vôo 447, a Polícia Federal e a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco solicitaram os prontuários de identificação civil das vítimas às Secretarias de Segurança Pública dos respectivos Estados. Essa ação é apenas para os 58 brasileiros que estavam a bordo da aeronave. Sobre os passageiros estrangeiros, a assessoria de imprensa da PF informou que cada país adota um sistema diferente.

Os prontuários de identificação civil são aqueles feitos na elaboração da carteira de identidade. Lá estão digitais, nome, características físicas e dados dos pais, por exemplo. Em nota, a PF e a SDS informaram que os trabalhos iniciais relativos à determinação da causa mortis e à identificação dos corpos continuam em andamento. O processo deve obedecer a protocolos internacionais, para garantir segurança e confiabilidade.

Procedimentos como perinecroscopia, radiologia, datiloscopia, exame odonto-legal e necropsia estão sendo realizados em cada um dos corpos para assegurar a veracidade dos resultados e ajudem na resolução das causas do acidente. Para cada um dos corpos, obrigatoriamente, devem ser realizadas essas etapas, para o cumprimento das regras internacionais.

Parentes

Nesta sexta-feira (12), pela manhã, o gerente de hotel Marteen van Sluijs e o aposentado Nelson Marinho, familiares de duas vítimas, reuniram-se com o secretário executivo da SDS, Cláudio Lima, o superintendente Regional da PF, Paulo de Tarso Teixeira, e o Gerente Geral de Polícia Científica, Francisco Sarmento. Eles explicaram para as famílias os motivos técnicos que não permitem a identificação dos corpos, assim como dos pertences.

Quanto à identificação dos corpos, o estado em que se encontram não garante o reconhecimento por parte dos familiares, disse a PF. Por outro lado, o reconhecimento visual dos corpos, isoladamente, não tem valor legal. A tentativa da identificação de pertences e roupas das vítimas também não é possível, segundo a PF, pois é inviável garantir que duas ou mais pessoas não estivessem trajando vestimentas semelhantes ou possuíssem pertences parecidos. Além disso, o material está lacrado e catalogado, o que poderia contaminar a prova, descumprindo, inclusive, regras internacionais.

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