Parentes de vítimas viajam a Recife para acompanhar trabalhos de busca

RIO DE JANEIRO - Um grupo formado por dez pessoas, parentes das vítimas brasileiras do voo 447 da Air France, embarcou nesta sexta-feira rumo à cidade de Recife, em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). Todos dormiram em um hotel na Barra da Tijuca, na zona norte do Rio de Janeiro.

Redação com agências |

O voo saiu do Aeroporto Internacional Tom Jobim. O grupo segue para a capital pernambucana, onde se concentram os trabalhos em torno do acidente ocorrido com o Air Bus A-330.

O transporte dos parentes é feito em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), que autorizou um representante de cada família a embarcar.

A viagem foi negociada após um dia tenso entre autoridades e os familiares, que tentam organizar uma comissão de parentes das vítimas. A principal reivindicação do grupo é acompanhar os trabalhos de busca.

Nesta sexta, os parentes terão uma reunião na sede do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta) III, no Recife. Nossa intenção é conversar e fazê-las conhecer o trabalho que estamos fazendo e as dificuldades que estamos enfrentando, disse o diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), brigadeiro Ramon Borges Cardoso.

Teremos todo o comando da operação à disposição dos familiares para responder a toda e qualquer pergunta sobre o trabalho que está sendo desenvolvido. Além disso, vamos colocar um dos pilotos das aeronaves que estão trabalhando na tentativa de localização de destroços para conversar com eles e detalhar os procedimentos, afirmou o brigadeiro.

O retorno dos parentes das vítimas está previsto para as 13 h. Às 18 h deve acontecer um culto ecumênico na capital fluminense.

Destroços

Em nota divulgada na noite desta quinta-feira, a FAB afirma que "a análise do material coletado pela Fragata Constituição, na manhã de hoje [quinta], demonstrou que o suporte utilizado para acomodação de cargas (pallet) não pertencia ao voo 447".  

No início da tarde, a Força Aérea Brasileira informou em comunicado que um helicóptero que estava a bordo de uma fragata da Marinha havia retirado do oceano um suporte utilizado para acomodação de cargas em aviões - conhecido como pallet - e duas boias.

"Confirmamos que o pallet que foi encontrado não fazia parte dos destroços da aeronave. Era uma parte que estava na região muito mais considerado para nós como um lixo", disse o brigadeiro.

(*Com informações do jornal "O Estado de S. Paulo")

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