Newton Marinho, de 41 anos, irmão de Nelson Marinho, 40, passageiro do voo 447, criticou a atitude do Ministro da Defesa, Nelson Jobim, que afirmou na terça-feira que os destroços avistados no oceano Atlântico eram do Airbus A330. Marinho está entre o grupo de 10 familiares das vítimas que http://ultimosegundo.ig.com.br/voo447airfrance/2009/06/05/familiares+nao+sobrevoam+area+de+buscas+devido+ao+mau+tempo+diz+irmao+de+vitima+6566905.html target=_topviajaram para Recife nesta sexta-feira, para conhecer o centro de operações de buscas. Ele se precipitou, eu acho que tem que ser avaliado primeiro tudo, para depois ser divulgado, disse.

Marinho diz ter ficado decepcionado com a viagem, pois pensava que ia encontrar respostas e "voltou sem elas. "Para ver o que eu vi lá, eu via aqui [no Rio de Janeiro]. Ao meu modo de ver, montou-se um teatro".

Ele afirmou que o grupo chegou a Recife por volta das 11h30, saindo de lá às 13h, e que não sobrevoou a área pois o tempo estava muito ruim. Marinho disse que houve até uma pequena turbulência no vôo dos familiares. "Eu não tinha esperança de sobrevoar o local, mas de, pelo menos, ver alguma coisa", afirmou.

Os parentes das vítimas foram recebidos pelo comandante da base e viram uma palestra que durou cerca de uma hora, com um coronel e um almirante, onde foi detalhado o processo das buscas para os parentes e explicado como está sendo feita a varredura da área pra tentar localizar alguns destroços.

Marinho disse ainda que não há previsão sobre uma volta dos parentes a Recife. Ele afirma também que voltou com menos esperanças dessa viagem, mas isso não significa que elas estejam extintas. Enquanto não tem corpo, ele está vivo", disse à imprensa.

Questionado sobre o que esperava encontrar durante a viagem, ele diz que esperava alguma resposta concreta, alguma solução. "Eu achei que tivesse algum pedaço da aeronave, e que a gente pudesse ver, mas nem eles viram.

Até o momento, não foram encontrados destroços que sejam, comprovadamente, do Airbus. Na terça-feira, as autoridades haviam afirmado que objetos avistados no oceano eram da aeronave, mas, nesta quinta, após a análise de alguns dos objetos recolhidos, essa possibilidade foi descartada.

Newton Marinho criticou o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo 3 (Cindacta 3) porque, segundo ele,  no dia do acidente havia mau tempo e Airbus A 330 não foi avisado. "Não sei porque o Cindacta não avisou ao comandante, se eles sabiam que existia uma tempestade."

Voo 447 da Air France

Entenda

Dor das famílias

Vídeos

Fotos

Leia também

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.