Ministro francês diz que não pode inventar informações sobre acidente com voo 447

RIO DE JANEIRO - Em entrevista nesta quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kourchner, disse que as famílias das vítimas do voo da Air France estão se queixando, mas ele afirmou que não pode inventar informações sobre as possíveis razões para o acidente, pois elas surgem conforme a evolução do inquérito. Só posso compartilhar dessa espécie de desespero, disse.

Anderson Dezan e Paola Moura |

Sobre a cooperação entre Brasil, França, Estados Unidos, Espanha e Canadá, o ministro disse que são países amigos, que estão colocando à disposição todos os meios que têm em comum para tentar encontrar, o mais rápido possível, razões para o que aconteceu. "Por enquanto não existe nenhuma explicação", afirmou. "Nós não estamos escondendo nada e não teríamos razão nenhuma de esconder alguma coisa".

Ao comentar a declaração feita pelo presidente francês Nicolas Sarkozy, Kourchner foi enfático. No primeiro dia em que avião foi dado como desaparecido, Sarkozy disse que eram poucas as possibilidades de haver sobreviventes.

"O presidente da República Sarkozy disse simplesmente que havia uma possibilidade ínfima de encontrar sobreviventes", afirmou o ministro. "Não foi feito anúncio oficial relativo às mortes dessas pessoas, por enquanto só se fala de desaparecimento".

Ele seguiu dizendo que, na França, somente o procurador da República pode anunciar oficialmente a morte de desaparecidos. "Esse processo leva três meses e pode ser reduzido para três semanas", afirmou.

Questionado sobre um suposto excesso de automatização do avião, que não daria chances para o piloto manobrar, e se, por causa disso, seria necessário fazer o recall desse tipo de aeronave, o ministro afirmou que "se o recall fosse necessário isso já teria sido feito".

Ele disse ainda que vai voltar para a França na noite desta quinta-feira em um Airbus A330, no voo 447 da Air France, que parte às 19h do Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim/Galeão.

Visita

Na tarde desta quinta-feira, o ministro francês visitou a Escola Liceu Franco Brasileiro, no Rio de Janeiro. Duas mães de alunos, uma criança e um membro do conselho administrativo do colégio estavam no voo 447 da Air France.

O ministro tentou acalmar as crianças, dizendo que o acidente foi uma tragédia e que não deve se repetir. A preocupação dele é que elas fiquem apreensivas nas viagens de férias escolares, que estão se aproximando.

Ele disse também que as investigações sobre o acidente ainda vão demorar e que nenhuma hipótese será descartada.

Veja no infográfico a rota do airbus Voo 447 da Air France


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