Mau tempo impede trabalho de buscas a corpos e destroços do voo 447

O mau tempo impediu os trabalhos de buscas deste sábado (13) de corpos e destroços do acidente envolvendo o Airbus da Air France. Segundo os Comandos da Aeronáutica e da Marinha as aeronaves não sobrevoaram as áreas de buscas por conta das más condições climáticas.

Redação |

"Hoje foi um dia de meteorologia muito ruim. Tivemos de recolher todas as aeronaves porque o mau tempo não permitia visualização. Tanto o R-99 quanto os demais aviões iniciaram as missões, mas foram recolhidos", afirmou o brigadeiro Ramon Cardoso, diretor do  Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou, também, que o navio mercante Gammagas, de bandeira Antiguana, encontrou e resgatou parte da estrutura do Airbus A330 da Air France, em um ponto 415 quilômetros distante do arquipélago de São Pedro e São Paulo. A embarcação realizava o trajeto Uruguai - Reino Unido.

Divulgação
Destroço encontrado por navio mercante neste sábado

Segundo Cardoso, o comandante do navio tentou contato com as embarcações na área de buscas, mas não obteve êxito. Com isso, mandou um e-mail informando as autoridades sobre a peça resgatada no mar.

De acordo com o comando das buscas, a fragata Constituição chegará na manhã deste domingo ao Porto de Recife, onde descarregará os destroços e objetos pessoais recolhidos na área de busca. "As peças da aeronave, bem como a bagagem encontrada, ficarão sob a responsabilidade do Bureau Denquêtes et DAnalises pour la Securité de lAviation civile (BEA), conforme acordo entre a autoridade aeronáutica francesa e a Companhia Aérea Air France", informou a FAB.

Despojos em Noronha

Cardoso confirmou que entre os três corpos que chegaram na manhã deste sábado ao arquipélago de Fernando de Noronha estão fragmentos de corpos, que ele chamou de despojos. Quesionado sobre a quantidade dos fragmentos, ele disse "que são insignificantes".

"A gente sabe que existem despojos. Teremos a confirmação se é de uma mesma pessoa ou de outros corpos após a perícia", explicou o tenente-coronel Henry Munhoz, assessor de comunicação da Aeronáutica.

A previsão é que esses corpos e despojos sejam pré-identificados em Noronha e, e sejam transferidos para Recife, onde passarão por todo o processo de identificação no Instituto Médico Legal (IML).

Encontro com franceses

Na tarde de domingo, os comandos da Aeronáutica e da Marinha terão uma reunião com o embaixador francês Pierre-Jean Vandoorne e com o cônsul-geral da França em Recife, Yves Lo-Piuto, às 15h30, no Sindacta de Recife, para discutirem os andamentos dos trabalhos. 

Chegada dos corpos

Os 21 corpos de vítimas do voo 447 chegaram, por volta das 16h15 deste sábado (13) no Instituto de Medicina Legal (IML). Eles foram transportados em três caminhões da Polícia Científica, escoltados por quatro viaturas da Polícia Civil e batedores do BPTran.  Uma caminhonete S10 transportava materiais, possíveis pertences das vítimas. 

A Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco conta com 41 profissionais ( 20 de Pernambuco e 21 de outros estados) para realizar os trabalhos de investigação. Dois observadores franceses (um odontólogo e outro legista) estão acompanhando o trabalho.

A chegada dos sete corpos, que estão em Fernando de Noronha, no Recife, continua sem previsão de horário. 

Ainda não há informação de que os seis corpos encontrados nos navios franceses já estão em navios brasileiros, quando poderão ser confirmados pela Aeronáutica e Marinha do Brasil.

A perícia dos outros 16 corpos que estão no IML ainda não foi concluída. O número de corpos pode chegar a 50, mas apenas 44 estão confirmados.

(Com reportagem de Rosário de Pompéia, de Recife)

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