Mau tempo atrasa traslado de corpos

RECIFE - A má visibilidade causada pelo mau tempo na região do arquipélago de Fernando de Noronha (PE) atrasou a operação preparada pela Força Aérea Brasileira (FAB) para o traslado dos primeiros 16 corpos de vítimas do voo 447 da Air France resgatados. O plano prevê o uso dos dois helicópteros, o Black Hawk e o Super Puma.

Redação com Agência Estado |

Ambos deveriam ter deixado o aeroporto no final da madrugada e início da manhã desta terça-feira, mas até pouco depois das 6h, as duas aeronaves continuavam pousadas. Na noite desta segunda, os Comandos da Marinha e da Aeronáutica informaram que um total de  24 corpos foram resgatados nas buscas pelo Airbus da Air France, que caiu no Atlântico.

Cada helicóptero içará oito corpos, que estão preparados e acondicionados em contêineres frigoríficos na fragata Constituição, e os levarão para Fernando de Noronha. O navio já está a cerca de 50 quilômetros do arquipélago. Toda operação de traslado deverá durar uma hora e meia. O atraso não vai alterar o estado em que os corpos foram encontrados.

Assim que chegarem ao aeroporto, os corpos vão passar por um processo de pré-identificação que será realizado por uma equipe de oito peritos da Polícia Federal (PF) e Polícia Civil, que dispõem de uma estrutura pré-montada. Serão feitas coletas de impressão digital, exame de DNA e fotos de objetos das vítimas. O processo de pré-identificação de cada corpo não deve passar de duas horas.

Ainda hoje, os 16 corpos serão levados para o Instituto Médico Legal (IML) em Recife, para o processo final de identificação. Às 6h, o mau tempo na região deixava um teto de 400 metros e visibilidade de 4 mil metros. O ideal para os helicópteros levantarem voo é de 500 metros de teto e 5 mil metros de visibilidade.

Voo 447 da Air France

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