Manchas de óleo podem excluir hipótese de explosão, diz Jobim

BRASÍLIA - O ministro de Defesa, Nelson Jobim, disse nesta quarta-feira que a localização de manchas de óleo no local do acidente com o airbus da Air France pode excluir a hipótese de ter havido uma explosão com o avião. Segundo o ministro, porém, a investigação da causa do acidente será gerida pela França, e não pelo Brasil.

Carol Pires, repórter em Brasília |

Jobim informou que, até o momento, "não foram encontrados sobreviventes ou corpos. O que estamos fazendo aqui é a localização de sobreviventes, ou melhor, de restos, disse em entrevista coletiva.

Sobre encontrar os corpos, o ministro disse que "além dos corpos afundarem, a costa de Pernambuco tem o problema que vocês sabem", afirmou. Ao ser perguntado por jornalistas se seriam tubarões, ele disse que "sim".

O ministro explicou que, em casos de acidentes como este, os corpos que "não mantém o abdome íntegro", que são os corpos com perfurações, afundam no oceano e o mais provável é que não voltem à superfície. No caso de corpos com o "abdome íntegro", os corpos afundam e podem demorar entre 48 e 72 horas para afundar e voltar à superfície. Há casos de corpos que só voltam seis dias depois, porque depende da formação de gases no abdôme, esclareceu Jobim.

Segundo o ministério da Defesa, nesta quarta-feira foram encontradas duas faixas de destroços com cerca de 230 quilômetros de distância entre cada uma. Na terça-feira, as buscas por céu haviam encontrado apenas uma esteira de 5km de destroços próximo ao Arquipélago de São Pedro. De acordo com Nelson Jobim, as correntes marítimas separaram esta faixa e formaram as duas encontradas hoje.

"As buscas são realizadas em um raio de 200 quilômetros. A caixa-preta é possível que esteja no fundo do mar. A profundidade nessa região varia de 2 mil a 3 mil metros", informou o ministro.

Até o momento, nenhuma parte dos destroços foi recolhida. A Defesa brasileira trabalhará na retirada dos destroços a partir desta quinta-feira. Em um momento conveniente entregaremos este material aos franceses, explicou o ministro Nelson Jobim, que disse que cabe aos técnicos do serviço de salvamento da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Marinha determinar quando será encerrada a operação de buscas.

Cinco aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) e onze navios da Marinha nacional estão no local ajudando nas buscas . Para facilitar a operação, uma base de abastecimento foi montada em Fernando de Noronha.

Veja no infográfico a rota do airbus avião da Air France desaparece

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