Jobim nega ter se precipitado ao confirmar que peças eram de Airbus A330

SÃO PAULO - O ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, falou nesta segunda-feira sobre o desencontro de informações a respeito dos destroços encontrados na terça-feira da semana passada (2/6). Após anos na política, tenho costas de crocodilo e arrogância de gaúcho.

Bruno Rico, repórter do Último Segundo |


Na semana passada, ele havia afirmado que destroços encontrados eram do Airbus A330 da Air France, o que permitiu confirmar que o avião teria caído. Somente no sábado, novos destroços foram encontrados e confirmados como sendo da aeronave.

Jobim afirmou que optou "pela angústia das famílias" quando anunciou que destroços eram do avião do vôo AF 447. Além disso, criticou a repercussão do desencontro de informações. "Fico preocupado com estarmos discutindo essa temática e não a perícia e buscas dos corpos. Fiz o que tinha que fazer".

AE
Ministro da Defesa, Nelson Jobim
Ministro da Defesa, Nelson Jobim

O ministro também afastou boatos sobre mau estar com governo francês. "Não há desentendimento. Os corpos são de competência do Brasil. A investigação é de competência da França, com eventual participação do Brasil".

Jobim também negou qualquer desgaste na relação com a Força Aérea Brasileira (FAB). "A centralidade das operações brasileiras está no Governo. Nós definimos o 'quando' e o 'no quê' empregar nossos recursos. Eles definem o 'como'".

Ele explicou também que, atualmente, a parte não-continental do espaço aéreo ainda é monitorada via rádio. Para melhorar o serviço, o País está implementando um sistema de controle via satélite, mas ainda não tem prazo para entrar em vigor. Segundo o ministro, nenhum país do mundo tem, até o momento, semelhante sistema.

Voo 447 da Air France

Nelson Jobim disse que o momento de encerrar as buscas por corpos e destroços será definido pela equipe de buscas, e não pelo governo. Além disso, atribui a responsabilidade pela busca da caixa-preta do Airbus à França. "Nosso foco é encontrar e identificar corpos".

O ministro também preferiu não falar se acredita que a Air France pagará pelos gastos do governo brasileiro com as buscas e perícias.

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