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Imprensa internacional trata sumiço de avião como mistério

A palavra mistério dominava as manchetes dos jornais franceses nesta terça-feira, após o http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/06/01/voo+entre+brasil+e+franca+desaparece+diz+air+france+6458920.htmldesaparecimento do Airbus A330 da Air France sobre o Atlântico, com 228 pessoas a bordo, na rota Rio-Paris.

Redação com AFP |


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"O avião teria sido vítima de um clima terrível e de panes técnicas?", questiona em seu título principal o diário francês "Le Monde" , para quem a reconstituição dos eventos envolvendo o Airbus A330-200 será um "quebra-cabeças".

"Como é possível explicar o silêncio da tripulação e da aeronave?", diz o diário, para quem "esse silêncio implica que a tragédia foi brutal".

Reprodução

Capa do jornal Le Figaro

Outro diário francês, "Le Figaro" , observa a dificuldade das buscas no oceano e comenta que, apesar de a Air France considerar a hipótese de o avião ter sido derrubado por um relâmpago como a mais provável, "outras hipóteses também precisam ser consideradas".

Entre as diversas hipóteses analisadas pelo jornal, com diversos graus de probabilidade, estão turbulências, falhas técnicas e ataque terrorista.

O jornal "Libération" questionava como um raio poderia ter derrubado o avião, quando vários aparelhos são atingidos a cada ano sem danos? "Os mistérios do Rio-Paris" é a manchete.

O site da revista "L'Express" além de noticiar o caso ressalta o esforço brasileiro em encontrar o Airbus.

Imprensas dos Estados Unidos

O americano "The Washington Post" destaca o "mistério" envolvendo a aeronave e questiona: "Como pode um jato tão moderno simplesmente desaparecer?".

"O voo 447 da Air France era um Airbus A330-200, um grande e moderno jato desenvolvido, como o nome implica, para enfrentar qualquer coisa. Mas em algum lugar sobre o Atlântico, na calada da noite, em uma forte tempestade com trovoadas, ele caiu do céu", diz a reportagem.

O também americano "The New York Times" observa que "o desaparecimento de um jato da Air France na rota do Rio de Janeiro a Paris deixou investigadores de acidentes experientes com um mistério para resolver e muito pouca informação com a qual trabalhar".

"Enquanto a busca pelos escombros começou sobre uma vasta porção do oceano entre o Brasil e a costa da África, especialistas lutavam para oferecer teorias plausíveis sobre como um avião moderno, construído para aguentar trancos elétricos e físicos muito mais fortes do que a natureza normalmente oferece, poder ter caído tão silenciosamente e misteriosamente", diz o jornal.

Sem sinais

O jornal espanhol "El País" observa que "o desaparecimento do avião sem um sinal de alerta complica a investigação" e comenta as dificuldades para descobrir o que realmente ocorreu com a aeronave até que ela seja localizada, já que "sem avião, não há grande coisa para construir uma hipótese".

"O desaparecimento do A330-200 da Air France quando sobrevoava o Atlântico com 228 pessoas a bordo deixa atônitos os especialistas, que não explicam por que não houve chamada de alerta dos pilotos antes de se perder todo o rastro do aparelho", diz o jornal.

Em um texto com perguntas e respostas sobre o que poderia ter ocorrido com o avião, o também espanhol "El Mundo" observa que a hipótese mais aventada sobre as avarias elétricas sofridas pelo avião é a de que ele tenha sido atingido por um raio, mas observa que outras possibilidades comentadas vão desde "uma despressurização da cabine, provocada pela simples quebra de uma janela, até por uma bomba, como apontou ontem um piloto da Air France".

Na mesma linha, o argentino "Clarín" trouxe na capa: "Mistério e tragédia sobre o mar". O jornal conta a história de Pablo Dreyfus, de 38 anos, que trabalhava com a mulher Ana Carolina na ONG Viva Rio e estaria no avião da Air France.

O jornal de Portugal "Público" destaca que não havia portugueses no avião e que a maioria dos passageiros era francesa. O jornal também destaca o "mistério" sobre o paradeiro da aeronave.

O diário alemão "Frankfürter Allgemeine" observa que poderá levar semanas ou até meses até que os destroços do avião sejam encontrados.

A reportagem do jornal relata outros casos de acidentes nos quais os destroços somente foram encontrados muito tempo depois, incluindo um avião britânico que caiu nos Andes argentinos em 1947 e cujos restos foram encontrados somente em 2000.

Veja no infográfico a rota do airbus avião da Air France desaparece

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