Helicóptero chega a Noronha com mais 13 corpos; 25 estão no arquipélago

RECIFE - O helicóptero Super Puma pousou às 11h45 desta quinta-feira em Fernando de Noronha com os últimos 13 corpos de possíveis vítimas do voo 447 que estavam armazenados na Fragata Bosísio.

Redação com Agência Estado |

Mais cedo, a aeronave já havia efetuado o traslado de outros 12 corpos. Concluído o transporte, um helicóptero Esquilo partiu para a fragata, que está a 40 km do arquipélago, levando mais sacos para cadáveres.

AE
Corpos de vítimas do voo da Air France chegam a Noronha

No arquipélago, os 25 corpos passarão por um processo de pré-identificação. Será feita a "catalogação" das roupas e dos objetos pessoais de cada vítima resgatada, serão colhidas as impressões digitais e coletadas amostras de tecidos que possam servir para eventuais comparações genéticas.

Finalizada essa fase, eles serão enviados para o Instituto Médico-Legal (IML) de Recife, para os exames médicos legais. O transporte será feito em duas viagens, no sábado, 13, e no domingo, 14. Caso as condições do tempo atrapalhem a operação, o envio de parte dos corpos para o IML será efetuado na segunda, 15.

Identificação

Teve início às 14h50 no Instituto Médico Legal (IML) do Recife a perícia dos 16 corpos de vítimas do Air Bus 330 da Air France que chegaram na noite da última quarta-feira (10) à capital pernambucana. O processo acontece na sala de necropsia do instituto, após a espera de 12 horas para descongelamentos dos corpos que estavam em câmaras frigoríficas a -8ºC.

A perícia conta com profissionais dos Estados da Paraíba (um médico legista, três odontolegistas e dois auxiliares de legistas), Alagoas (três auxiliares de médicos legistas) e do Ceará (dez auxiliares de médicos legistas). De Pernambuco, trabalham nas investigações 20 profissionais, entre médicos legistas, peritos, auxiliares de médicos legistas, papiloscopistas.

No IML do Recife, estão sendo feitos os exames médicos legais. Os exames de DNA, quando houver necessidade, serão realizados no laboratório da Polícia Federal, em Brasília.

Operação de buscas

O brigadeiro Ramon Cardoso, diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo da Força Aérea Brasileira, disse na manhã desta quinta-feira que a possibilidade de encontrar todos os corpos das vítimas do voo 447 é " extremamente remota ". 

"Todas as informações são repassadas para os familiares antes da imprensa. É muito difícil que aconteça [todos os corpos encontrados] e já foi passado para os familiares que nem todos vão receber os corpos dos seus familiares", completou.

De acordo com o brigadeiro Ramon Cardoso, mais corpos foram avistados no mar nesta quinta pelas equipes francesas, mas ainda não há informações sobre números, que só serão divulgados quando os corpos estiverem em navios brasileiros.

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