Franceses criticam declarações de Jobim sobre avião da Air France

SÃO PAULO - As declarações do ministro da Defesa do Brasil, Nelson Jobim, na quarta-feira, descartando as hipóteses de uma explosão e de um incêndio no Airbus A330-200 foram vistas com ceticismo e críticas, nesta quinta-feira, na França, antes mesmo de a Marinha confirmar que os destroços recolhidos não eram do avião da Air France.

Agência Estado |

Enquanto as autoridades dizem que nenhuma hipótese pode ser descartada, especialistas reiteraram que, mesmo em caso de explosão, o combustível transportado pela aeronave poderia não se pulverizar no oceano.

Em entrevista coletiva concedida na quarta-feira no Rio de Janeiro, Jobim afirmou que a concentração de óleo em uma mancha no Oceano Atlântico - que depois foi descartada como sendo do avião - indicaria que o Airbus teria colidido contra a água e não se partido em pleno voo. A existência de mancha de óleo pode eventualmente excluir uma explosão, avaliou Jobim.

Divulgação
Mancha de óleo encontrada no oceano por aviões da Aeronáutica
Em Paris, a declaração repercutiu na imprensa porque, pela primeira vez, uma autoridade de um dos dois países envolvidos no caso descartou hipóteses relacionadas às causas do acidente com o voo AF 447. Procurada pela reportagem, a direção do Escritório de Investigações e Análises para a Segurança da Aviação Civil (BEA, na sigla em francês) se recusou a comentar a posição de Jobim. O órgão é o responsável pela investigação, já que o desastre aconteceu em águas internacionais e com avião matriculado na França. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo". 

Voo 447 da Air France

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