Enterrado no Rio de Janeiro tripulante brasileiro do voo 447

RIO DE JANEIRO - O corpo do comissário de bordo Lucas Gagriano Jucá, o único tripulante brasileiro do voo 447 da Air France, foi enterrrado na tarde desta quinta-feira no Rio de Janeiro.

Redação com agências internacionais |

Gagriano, que tinha 24 anos, foi sepultado no cemitério São João Batista, em Botafogo, na zona sul do Rio, após um velório acompanhado por cerca de 100 pessoas. Entre os presentes, estavam funcionários uniformizados da companhia aérea francesa para qual ele trabalhava.

Numa missa antes do enterro, os parentes do comissário de voo cobriram o caixão dele com uma bandeira do clube Botafogo, time de coração de Gagriano.

EFE

Parentes e amigos carregam o caixão de Lucas coberto pela bandeira do Botafogo

O jovem vivia na França, mas tinha vindo ao Brasil duas semanas antes do acidente com o Airbus A330 da Air France para o enterro do pai. Depois de permancer ao lado da família nesse momento de dor, em 31 de maio Gagriano embarcou a serviço no voo 447, que caiu no oceano Atlântico quando voava do Rio de Janeiro para Paris.

Outras vítimas enterradas

Também nesta quinta-feira, o corpo de Deise Possamai foi enterrada na comunidade de Rio Cedro Médio, no município de Nova Veneza, no sul do Estado de Santa Catarina. Ela estava entre as 228 pessoas a bordo do voo 447.

De acordo com a prefeitura de Nova Veneza, uma missa de corpo presente foi realizada antes do sepultamento. A cerimônia aconteceu com o caixão lacrado .

Jussi Moraes

Deise Possamai tinha como destino final a Itália, onde faria um curso

O pai de Deise, o secretário municipal de Agricultura de Nova Veneza, Valdir Possamai, viajou até o Recife para cuidar da liberação do corpo da filha. O caixão chegou nesta quinta-feira, por volta de meio-dia, ao Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis.

Natural de Nova Veneza, Deise tinha 34 anos no dia do acidente e teria feito 35 no último dia 8 de junho. Ela era formada em Direito e Administração, divorciada e não tinha filhos.

A catarinense trabalhava como fiscal no setor de tributos da prefeitura de Criciúma. Deise embarcou no voo 447 tendo como destino a Itália, onde faria um curso de especialização em administração tributária. Para tal, ela havia pedido uma licença de dois anos no trabalho.

Na última terça-feira já sido sepultada em Barra Mansa , município localizado no sul do Estado do Rio, outra vítima do acidente. O engenheiro Luiz Cláudio Alves de Monlevad , de 48 anos, era casado, tinha dois filhos e trabalhava como gerente de qualidade da divisão de canalização da Saint-Gobain.

A multinacional francesa informou que o funcionário iria participar de um seminário na cidade de Nancy. Ele desembarcaria em Paris e pegaria um trem para o seu destino final.

Buscas

Até o momento, as autoridades brasileiras confirmaram a identidade de 14 dos 51 corpos recolhidos do mar. Dez desses cadáveres já identificados são de brasileiros - cinco mulheres e cinco homens. Os outros quatro são estrangeiros, sendo três do sexo masculino e um do feminino.

Apesar de dez dias terem se passado desde a localização do último corpo, a Marinha e a FAB mantêm as buscas na área delimitada a 1.300 quilômetros da costa brasileira.

O BEA, órgão francês que apura as causas do acidente, deve divulgar até o fim deste mês um relatório preliminar sobre as investigações. Enquanto isso, prosseguem também as buscas pelas caixas pretas, cujos sinais são emitidos por no mínimo 30 dias, segundo o BEA.

*com informações da Efe e BBC Brasil

Voo 447 da Air France

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