Encontrada nova peça do voo 447, mas segue busca por caixa-preta

Órgão de investigação francês diz que as partes do avião estão quebradas e misturadas e, por isso, buscas serão demoradas

iG São Paulo |

Divulgação
BEA divulga foto do Auxiliary Power Unit (APU) do voo 447
O robô Remora 6000 encontrou novas peças do voo 447, da Air France, segundo informações divulgadas, nesta sexta-feira, pelo Escritório de Análises e Investigações da França (BEA, na sigla em francês). Uma das peças foi identificada como o , que é uma pequena turbina localizada na parte traseira da aeronave.

Contudo, o BEA ressalta que a busca pelos dados das caixas-pretas continua e nada foi encontrado, até o momento. Na terça-feira (26), o primeiro dia de buscas, o chassi que protege os dados gravados de uma das caixas-pretas foi localizado , mas sem a memória. Isso, na prática, significa que apenas a “carcaça” da caixa-preta foi encontrada, mas sem o componente que contém os dados técnicos do voo.

O BEA afirma, na nota desta sexta-feira, que as partes da frente e de trás do avião estão "quebradas e misturadas", o que torna as buscas mais demoradas e sistemáticas.

Conforme o órgão, nenhuma operação de retirada dos destroços do mar foi realizada porque a prioridade é a encontrar os dados dos voos. A memória das caixas-pretas deve trazer os diálogos entre os pilotos e, por isso, é considerada fundamental para entender os motivos da tragédia.

Em 31 de maio de 2009, o voo AF 447 caiu no oceano Atlântico, após decolar do Rio de Janeiro com destino a Paris, matando todas 228 pessoas a bordo.

Dificuldade

Mesmo se as memórias das caixas-pretas forem localizadas, os investigadores ainda não sabem se elas poderão ser analisadas. Isso porque os destroços do avião estão há quase dois anos submersos a 3,9 mil metros de profundidade.

Pouco antes de embarcar no navio em Dacar, o responsável pela investigação do acidente da Air France, Alain Bouillard, disse que "é um desafio para o BEA poder analisar o conteúdo das caixas-pretas".

"Se tudo der certo, serão necessários vários dias de preparativos para ler o conteúdo delas e talvez várias semanas, se estiverem danificadas", afirmou. 

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