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Corpos estão irreconhecíveis , diz PF; familiares não terão acesso

RECIFE - Os 16 corpos de vítimas do acidente do voo 447 da Air France que passam por perícia no Instituto Médico Legal (IML) do Recife estão ¿irreconhecíveis e sofreram ação de animais marinhos¿, segundo informações da assessoria de imprensa da Polícia Federal (PF). Existe ainda informação extraoficial de que os corpos estão mutilados e com fraturas.

Socorro Macedo, especial para o Último Segundo |

A PF informou que os familiares das vítimas que estão no Recife desde 1h30 desta sexta-feira não terão acesso aos corpos porque não há indício de que eles são de seus parentes, pelo estado de decomposição em que se encontram e porque não possuem condições de atender a todas as famílias.

Os peritos seguem os trabalhos de identificação em paralelo e não corpo por corpo. Alguns corpos estão em estágio mediano e outros em fase inicial dos processos de identificação. Ainda não há prazo previsto para a conclusão dos trabalhos. "Isso depende do estado de cada corpo e da técnica que será utilizada", afirmou a PF. Nenhuma identificação ainda foi realizada.

De acordo com a PF, as famílias não terão acesso aos corpos, neste momento, porque esse tipo de identificação não tem efeito legal e iria ser impossível logisticamente. Somente em um segundo período, após os trabalhos da perícia, é que a identificação pelos familiares poderá ser realizada apenas para confirmação. "Nesse momento a possibilidade de reconhecimento visual está descartada. Por isso, não há a necessidade da presença de parentes. Eles não vão ajudar nos trabalhos", apelou a assessoria da PF.

Além disso, a Polícia Federal afirmou que os familiares não verão os corpos por questões humanitárias, visto que não há garantias de que os corpos que estão no IML são dos familiares que chegaram a Recife.

Pertences

A Polícia Federal confirmou, também, que as famílias não terão acesso aos pertences localizados pelas equipes de buscas. Os objetos estão em recipientes individuais e lacrados, para não haver contaminação da prova, já que os itens poderão fazer parte das investigações sobre as causas do acidente, coordenadas pelo governo francês. Cada recipiente está vinculado a um corpo.

Além disso, a PF aponta que pode haver semelhança de objetos, o que faz com que seja descartado o acesso dos familiares aos pertences localizados.

Desculpas

Em reunião entre parentes, secretário executivo da Secretaria de Defesa Social de PE, Claudio Lima; o superintendente da PF, Paulo Tarso; e o gerente de Polícia Científica, Francisco Sarmento, o governo de Pernambuco pediu desculpas aos dois familiares de vítimas que, na manhã desta sexta-feira, não conseguiram entrar no IML para acompanhar os trabalhos dos peritos. Após 30 minutos de espera na chuva, Marteen van Sluijs e o aposentado Nelson Marinho foram encaminhados a uma sala no Sesc Santo Antonio, que fica ao lado do IML.

O governo e a PF informaram que os familiares não avisaram as autoridades sobre a visita, o que foi descartado por eles. Toda a imprensa sabia que a gente viria para aqui hoje, reclamou Nelson Marinho. Os familiares reclamaram do que chamaram de desorganização na recepção das famílias.

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