Corpos de vítimas do voo 447 da Air France chegam a Recife

Os 16 corpos de vítimas do voo 447 que saíram nesta quarta-feira de Fernando de Noronha chegaram ao Recife por volta das 22h10. Eles vão seguir para o Instituto Médico Legal (IML) da cidade, onde serão realizados os exames de identificação, que devem ter início às 7h desta quinta-feira.

Redação |


Em Fernando de Noronha apenas os trabalhos preliminares de perícia foram concluídos. Na ilha, três peritos federais, um papiloscopista federal, um médico legista de Pernambuco e um auxiliar de necropsia realizaram a inspeção visual, a coleta de material genético (DNA), de impressões digitais e a catalogação dos corpos, vestimentas e objetos resgatados juntos a cada vítima.

AE
Fachada do Instituto Médico Legal (IML) do Recife (PE) para onde serão levados os corpos das vítimas do acidente com o voo 447 da Air France
Fachada do Instituto Médico Legal (IML) do Recife (PE)

Em Recife, o trabalho de identificação dos corpos conta com 20 profissionais, dentre médicos legistas, peritos, auxiliares de médicos legistas, papiloscopistas. Eles se dividem em seis profissionais da Paraíba (Um médico legista, três odontolegistas e dois auxiliares de legistas), três médicos legistas de Alagoas e dez auxiliares de médicos legistas do Ceará.

O gerente geral de Polícia Científica da Secretaria de Defesa Social, Francisco Sarmento, afirma que o IML fez uma adequação da sala de necropsias para o recebimento dos corpos.

Voo 447 da Air France

Transporte dos corpos

Nesta terça-feira, os Comandos da Marinha e da Aeronáutica confirmaram que 41 corpos foram resgatados na região em que caiu o Airbus. Destes, 16 acabam de chegar a Recife. Os outros 25 estão sendo levados a Fernando de Noronha pela Fragata Bosísio e deverão chegar nesta quinta-feira ao local, quando serão recolhidos por helicópteros da Força Aérea Brasileira (FAB).

No Arquipélago, estes corpos passarão pelos mesmos procedimentos aos quais os demais foram submetidos, ou seja, preparação inicial em Fernando de Noronha e transporte de avião para Recife.

O brigadeiro Ramon Cardoso, diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo da FAB, disse ainda que a meteorologia indica que o tempo e a visibilidade deverão piorar no local das buscas, a cerca de 1.350 quilômetros de Recife.

"O efetivo militar, os meios empregados, assim como a conduta adotada para as Operações de Busca, permanecem sem alteração em relação às informações prestadas anteriormente", informou o brigadeiro.

A fragata Constituição segue para o local das buscas, ainda com os destroços a bordo. Segundo Cardoso, ela só deve deixar os destroços em terra quando precisar reabastaecer.

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