Coleta de DNA marcou o fim de semana dos parentes de passageiros do voo 477

RIO DE JANEIRO - O anúncio do resgate de corpos de passageiros do voo 477, da Air France, no Oceano Atlântico levou muitas famílias, durante o fim de semana, ao Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, onde a Polícia Federal coletou amostras de saliva e de fios de cabelo para ajudar na identificação das vítimas. A coleta de material genético dos parentes de passageiros deve terminar nesta segunda-feira (8).

Agência Brasil |

No hotel, os parentes que souberam dos resgates antes do anúncio oficial manifestaram diversos tipos de reação. Para Maarten Van Sluis, o resgate dos corpos representa um alívio. Ele disse que a informação deu ânimo às famílias, mas afirmou que possivelmente os parentes não precisem ir a Recife para reconhecer os corpos. Ele informou que o reconhecimento poderá ser feito com o auxílio de fotografias repassadas pelas equipes de busca.

Alguns familiares que não estão hospedados no Windsor, após participarem da coleta de material para exame de DNA, disseram preferir que os corpos não tivessem sido encontrados. Achava melhor que deixassem onde está, porque é muito doloroso esse resgate. Tem sido muito difícil para nós, afirmou Iza Furtado Santana, mãe de uma das vítimas.

A expectativa dos 30 parentes instalados no Hotel Windsor é a de permanecer no local durante a semana. Eles ainda não foram avisados sobre a possibilidade de serem transferidos. O Airbus A 330 desapareceu no Oceano Atlântico na noite de domingo (31) após deixar o Rio com destino a Paris.

Voo 447 da Air France

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