Chances de achar caixas-pretas são pequenas

BRASÍLIA - O porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas da França, capitão Christophe Prazuck, afirmou no início da noite desta quarta-feira, em Paris, que as chances de que as caixas-pretas do avião AF 447 sejam localizadas no Oceano Atlântico ¿são muito pequenas¿.

Agência Estado |

A avaliação foi feita no dia em que o submarino nuclear Émeraude, equipado de sonares ultrassensíveis, chegou à região do acidente para auxiliar nas buscas.

De acordo com Prazuck, a embarcação vai rastrear a cada dia uma área de 36 quilômetros quadrados de forma a varrer toda a extensão da área delimitada em águas de controle brasileiro - situada a 1.150 quilômetros da costa do Recife -, onde o avião supostamente teria caído. A verificação será feita com ajuda de 72 tripulantes e de ouvidos de ouro, como são chamados os sonares passivos da nave, compostos por hidrofones, microfones submarinos integrados ao casco.

Apesar do esforço - pela primeira vez na história da França um submarino é empregado nas buscas de destroços de um avião -, Prazuck não alimenta ilusões. Questionado na noite de ontem pela rede de TV pública France 2, o porta-voz explicou que o possível baixo nível das emissões de rádio pelas balizas afixadas nas caixas-pretas e a existência de cânions abissais na região do acidente tornam as buscas difíceis.

A aeronave da Air France desapareceu no Oceano Atlântico com 228 pessoas a bordo durante o trajeto Rio de Janeiro-Paris.

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