Causas do acidente do voo Rio-Paris serão conhecidas em junho

Previsão é para o fim do próximo mês, segundo Thierry Mariani, secretário francês dos Transportes

AFP |

AP
Uma das duas caixas-pretas do Airbus da Air France (foto divulgada no dia 03/05)
As causas e responsabilidades do acidente com o voo AF447 da Air France que caiu no Atlântico quando realizava a rota Rio-Paris, em junho de 2009, serão conhecidas no "final de junho", após o exame das caixas pretas, declarou nesta quinta-feira o secretário francês dos Transportes, Thierry Mariani.

"Penso que saberemos no final de junho", declarou Mariani à emissora France Info. Até o momento, as previsões apontavam para uma solução durante o verão (boreal). As caixas pretas foram recuperadas no início de maio, no fundo do Oceano Atlântico, e na segunda-feira passada ficou determinado que estavam em condições de leitura.

Desde então, circulam numerosos rumores sobre a responsabilidade do acidente. "Há interesses enormes em jogo: um fabricante de aviões (...), uma companhia aérea, famílias das vítimas", destacou Mariani. O acidente, ocorrido em 1º de junho de 2009, deixou 228 mortos.

DNA de vítimas

Os resultados dos testes para extrair o DNA das duas vítimas resgatadas do vôo AF 447 da Air France são positivos, o que irá permitir a identificação dos corpos e também a continuidade das operações para retirar novos restos mortais do Atlântico, disse à BBC Brasil na quarta-feira a direção-geral da polícia militar francesa.

Esses resultados para tentar extrair o DNA dos ossos de duas vítimas resgatadas no início de maio eram cruciais para determinar se haveria ou não a retirada de novos corpos do fundo do mar.

A Justiça francesa havia informado às famílias das vítimas na semana passada que se os corpos não pudessem ser identificados, não haveria novos resgates.

Segundo a polícia militar francesa, encarregada pela Justiça do resgate dos corpos, os testes revelaram que é possível tecnicamente extrair o DNA para identificar as vítimas, mas a identificação dos dois corpos retirados do Atlântico ainda não foi realizada.

“Não houve ainda nenhuma comparação com os dados genéticos de parentes”, disse à BBC Brasil um porta-voz da direção da polícia militar.

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