Caixas-pretas do Airbus devem parar de emitir sinais nesta terça-feira

SÃO PAULO- As caixas-pretas de um voo emitem sinais que permitem localizá-las apenas durante um mês. Segundo previsões do Escritório de Investigação e Análise francês (BEA), o prazo de emissão dos aparelhos do Airbus da Air France se aproxima de seu fim, uma vez que o acidente ocorreu no último dia primeiro.

Redação com agências |

De acordo com os investigadores, o som emitido pelas caixas-pretas não é muito mais alto que o de um pequeno martelo batendo contra o solo.

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Caixas-pretas devem emitir sinal até esta terça-feira, segundo previsões

Os sinais sonoros dos dispositivos deverão continuar sendo emitidos até 1º de julho. Depois disso, "as esperanças de encontrar as caixas-pretas e o avião diminuirão muito", afirmou à imprensa o diretor do BEA, Paul-Louis Arslanian.

Buscas

O Comando da Marinha e o Comando da Aeronáutica informaram na última sexta-feira (26/06) que foi dada por encerrada a busca por corpos e destroços do acidente com o Airbus A330 da Air France.

Durante os 26 dias de buscas aos passageiros e tripulantes do voo Air France 447, foram resgatados 51 corpos e cerca de 600 partes e componentes estruturais da aeronave, além de bagagens diversas.

A razão técnica alegada para o término das buscas foi a "impraticabilidade de se avistarem sobreviventes ou corpos, objetivo primordial da Operação", já decorridos 26 dias do acidente.

Do dia 12 de junho ao dia 26, período de 15 dias, apenas dois corpos foram resgatados, sendo o último no dia 17. Nos últimos nove dias, nenhum corpo ou despojo foi avistado.

Os 51 corpos resgatados foram entregues à Policia Federal e à Secretaria de Defesa Social de Pernambuco para os trabalhos de identificação. Os destroços da aeronave e as bagagens recolhidas foram entregues ao órgão francês "Bureau D´Enquêtes et D´Analises Pour la Securité de I´Aviation Civile" (BEA). A investigação sobre os fatores que contribuíram para o acidente também é de responsabilidade do BEA e conta com o apoio do setor correspondente no Brasil, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA).

AE

O navio brasileiro Almirante Gastão Motta atraca no Porto do Recife

A Força Aérea Brasileira (FAB) afirma que utilizou 12 aeronaves e que contou com o apoio de aviões da França, dos EUA e da Espanha. A Marinha do Brasil atuou com 11 navios em revezamento na área de buscas, totalizando cerca de 35 mil milhas navegadas, aproximadamente oito vezes a extensão da costa brasileira.

De acordo com a FAB, foram voadas cerca de 1500 horas, tendo sido realizadas buscas visuais numa área correspondente a 350 mil quilômetros quadrados, mais de três vezes a dimensão do estado de Pernambuco. O avião R-99, por sua vez, realizou busca eletrônica numa área correspondente a dois milhões de quilômetros quadrados, oito vezes a dimensão do estado de São Paulo.

Segundo a equipe de bysca, foram diretamente envolvidos na Operação 1.344 militares da Marinha do Brasil e 268 da FAB. Terminadas as buscas, permanecem na área de buscas os meios navais dedicados a captar emissões das caixas de dados e voz da aeronave acidentada, coordenados pela França.

Voo 447 da Air France

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