Caixas-pretas do AF447: Airbus não recomenda medidas para A330

Mensagem foi enviada a clientes da Airbus após "análises preliminares" das duas caixas-pretas do avião que caiu no Atlântico

AFP |

As "análises preliminares" de uma das duas caixas-negras do A330 da Air France que caiu no Atlântico com 228 pessoas a bordo no dia 1º de junho de 2009 não indicam que a Airbus tenha de fazer "recomendações imediatas" às companhias aéreas, afirmou nesta terça-feira o grupo europeu.

"Nesta fase das análises preliminares do DFDR (Flight Data Recorder, registro de dados do voo), a Airbus não tem recomendações imediatas a fazer aos operadores", indicou a Airbus em um AIT (Accident information telex), uma mensagem enviada a seus clientes, com data de segunda-feira.

Os AIT são comunicados que um construtor envia às companhias aéreas sobre as medidas que devem ser adotadas em suas aeronaves em função do avanço das investigações sobre um acidente aéreo.

Esta nota interna "foi aprovada pelo BEA", o Bureau de Investigações e Análises, organismo francês encarregado das investigações técnicas dos acidentes aéreos na França, explicou a Airbus.

"Esse AIT não mostra nada. Não sabemos" o que aconteceu, ponderou uma porta-voz do BEA, procurada pela AFP. E responde apenas a uma pergunta: "Os operadores (aéreos) devem tomar medidas de urgência (no A330)?. A resposta é não", resumiu a porta-voz.

As duas caixas-pretas do AF447 foram resgatadas no começo de maio, após quase dois anos submersas a 3.900 metros de profundidade no local onde a aeronave afundou.

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