durou 26 dias, as 12 aeronaves da Força Aérea Brasileira envolvidas voaram cerca de 1.500 horas e vasculharam visualmente uma área correspondente a 350 mil quilômetros quadrados no Oceano Atlântico." / durou 26 dias, as 12 aeronaves da Força Aérea Brasileira envolvidas voaram cerca de 1.500 horas e vasculharam visualmente uma área correspondente a 350 mil quilômetros quadrados no Oceano Atlântico." /

Buscas por Airbus envolveram 12 aeronaves e 11 navios

SÃO PAULO - Durante as operações de busca pelo Airbus A330 da Air France, que http://ultimosegundo.ig.com.br/voo447airfrance/2009/06/27/impossibilidade+de+resgatar+novos+corpos+levou+militares+a+encerrar+buscas+as+vitimas+do+voo+447+6990059.html target=_topdurou 26 dias, as 12 aeronaves da Força Aérea Brasileira envolvidas voaram cerca de 1.500 horas e vasculharam visualmente uma área correspondente a 350 mil quilômetros quadrados no Oceano Atlântico.

Lecticia Maggi, repórter do Último Segundo |

Além disso, segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), 1100 militares da Marinha participaram das operações. Já a Marinha brasileira atuou com 11 navios, navegando cerca de 35 mil milhas, o equivalente a quase oito vezes a extensão da costa brasileira. A operação envolveu 1.344 marinheiros e 268 homens da FAB.

As buscas pelo avião tiveram início já na madrugada do dia 1º de junho. Após enviar uma série de mensagens automáticas indicando panes elétricas entre às 23h10 e 23h14 do dia 31 de maio, o Airbus não efetuou o contato de rádio previsto com o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta 3).

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Doze aeronaves participaram das buscas

Com isso, o Salvaero (centro de coordenação e salvamento) do Recife acionou a FAB e as buscas tiveram início com uma aeronave C-130 Hércules, um P-95 Bandeirante de patrulha marítima e o Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento.

Na tarde do mesmo dia, a procura pelo avião se intensificou e a Aeronáutica deslocou mais aeronaves para Natal e Fernando de Noronha. Foram elas: três Hercules (C-130), um helicóptero Blackhawk (H-60), um Bandeirante SR (SC-95), uma aeronave Amazonas (SC-105) de busca e resgate, um Super Puma (H-34).

A Marinha enviou também o navio patrulha Grajaú, a Fragata "Constituição" e a Corveta "Caboclo". 

Informações desencontradas

Ao longo destas quase quatro semanas, diversas informações conflituosas sobre a localização de destroços foram divulgadas. Dois dias após o acidente, a Aeronáutica comunicou ter avistado uma poltrona, pequenos pedaços brancos, uma bóia laranja, um tambor e vestígios de óleo e querosene no mar. O ministro Nelson Jobim chegou, inclusive, a dizer que "não havia a menor dúvida de que os destroços encontrados eram do avião da Air France".

Os trabalhos ficaram concentrados em uma área a 650 km a nordeste de Fernando de Noronha e outros três navios de nacionalidade holandesa e francesa também chegaram ao local. Na quinta-feira, dia 4 de junho, porém, a Aeronáutica afirmou que os destroços não eram do voo 447 e que a mancha no mar não era querosene de aviação, mas de óleo de navio.

O comandante do 3º Distrito Naval, no Recife, almirante Edson Lawrence, admitiu que nenhum destroço do Airbus da Air France havia sido encontrado, e as buscas voltaram ao patamar inicial.

Corpos resgatados

Os primeiros corpos de vítimas e destroços do Airbus foram localizados no sábado, dia 6. Eles só chegaram ao Recife no dia 10, juntamente com outros 14 corpos resgatados, para passar por processo de identificação. A Marinha e a Aeronáutica ampliaram, então, as buscas pelas vítimas para águas internacionais, sob a jurisdição do Senegal, em razão as correntes marítimas estarem se dirigindo para o Norte.

Por volta do dia 10 de junho, no auge dos trabalhos, quando mais corpos estavam sendo resgatados, as equipes contavam com 12 aeronaves brasileiras e duas francesas na operação, além de cinco navios da Marinha Brasileira e a Fragata Ventuse, da Marinha Francesa.

As equipes conseguiram localizar 51 corpos. Destes, 14 foram identificados. A crença na impossibilidade de encontrar novos corpos depois de 26 dias de buscas foi a justificativa apresentada pela Aeronáutica e pela Marinha do Brasil para encerrar o que afirmaram ter sido a mais "complexa operaçãod e busca" e resgate marítimos já realizada pelas Forças Armadas, tanto em duração, quanto na magnitude dos meios empregados.

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Onze navios ajudaram nos trabalhos no Atlântico

Buscas pela caixa-preta

O site do jornal francês "Le Monde" disse, na terça-feira, dia 23 de junho, que sinais das caixas-pretas do Airbus haviam sido detectados no oceano e que um submarino enviado para tentar recuperar os equipamentos.

No entanto, o Escritório de Investigações e Análises para a Segurança da Aviação Civil (BEA, na sigla em francês) negou a informação e disse que as equipes não captaram nenhum sinal que pudessem ter certeza se tratar das caixas-pretas.

A partir desta quarta-feira, a localização dos equipamentos se torna ainda mais difícil. Isso porque as caixas-pretas possuem um localizador, conhecido como "pinger", que emite sinais eletrônicos a cada segundo. Eles podem ser captados a uma distância de até dois quilômetros.

Porém, seus sinais duram apenas cerca de 30 dias. Sem o sinal, as equipes julgam ser praticamente impossível localizar os aparelhos. Ainda mais pela profundidade do Oceano Atlântico, que varia de um mil a quatro mil metros a cerca de 800 quilômetros do arquipélago de Fernando de Noronha.

Voo 447 da Air France

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