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RECIFE - A Câmara Técnica de Medicina Legal do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), visitou no dia 11 de junho o Instituto de Medicina Legal (IML) de Recife, local onde estão sendo recebidos os corpos de vítimas do acidente com o Airbus da Air France. A vistoria foi feita por cinco médicos e eles afirmam que a rotina do órgão foi alterada e o planejamento dá prioridade às vítimas do voo 447 em detrimento dos corpos dos mortos em Pernambuco.

A sala de necrópsia foi destinada aos corpos das vítimas do voo 447 e a demanda rotineira foi desviada para Coréia - uma das três partes do IML para onde são destinados os corpos em avançado estado de decomposição.

Segundo André Longo, presidente do Cremepe, o planejamento priorizou o atendimento às vítimas do acidente da Air France. "A Coréia é um lugar onde, na rotina, ficariam os corpos putrefatos, só que agora estão os corpos necropsiados, que estão misturados", disse Longo". "Os corpos de pessoas mortas recentemente estão misturados aos corpos de pessoas que morreram há mais tempo", afirmou.

Os médicos que fizeram a visita, Reginaldo Inojosa e José Carlos de Alencar, afirmam que não havia nenhum auxiliar de necrópsia para a realização de exames de rotina nas vítimas de Pernambuco até as 15h. E, na Coréia, onde estão os corpos de Pernambuco e que conta com apenas duas mesas de exames, estavam cerca de 11 cadáveres, alguns no chão.

Os médicos enviaram para a Secretaria de Desenvolivmento Social de Pernambuco um relatório que contém sugestões ao governo. Entre as medidas, está a aquisição de um contêiner frigorífico para armazenar corpos das vítimas da região.

Apesar da situação do IML, o presidente do Cremepe diz que isso não afeta o trabalho de perícia em relação ao acidente com o Airbus, e que o prejuízo acontece apenas às vítimas de Pernambuco.

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