Aeronáutica localiza destroços de avião a 650 km de Fernando de Noronha

BRASÍLIA - A Aeronáutica confirmou, na manhã desta terça-feira, que localizou vestígios de pequenos destroços de aeronave no oceano Altântico, 650 km a nordeste de Fernando de Noronha, que poderiam ser do avião da Air France, desaparecido desde a segunda-feira.

Redação com agências |

Veja no infográfico a rota do airbus avião da Air France desaparece

Segundo o coronel Jorge Amaral, uma aeronave decolou de Fernando de Noronha para a realização de varreduras com utilização de radar. Nessa busca, o avião identificou, por volta da 1h da madrugada, retornos no radar que indicavam materiais metálicos e não metálicos flutuando no oceano.

Por volta das 5h25 desta terça-feira, a aeronave localizou uma poltrona de avião, pequenos pedaços brancos de destroços, uma boia laranja, um tambor e vestígios de óleo e querosene no mar. "Nós não podemos confirmar que os destroços são da aeronave da Air France, porque é necessário retirar alguma peça do oceano para confirmar, via número de série, que a peça é da empresa", disse Amaral.

De acordo com ele, no final da tarde serão divulgadas as imagens dos destroços da aeronave. As imagens foram feitas pelo avião Hércules, que deve pousar às 16h em Natal.

A Marinha confirmou que três navios mercantes chegaram no final desta manhã ao local em que foram visualizados destroços de aeronaves no oceano Atlântico.

Aeronaves localizam destroços:

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Buscas

Na tarde desta terça-feira, a FAB informou que está utilizando 10  brasileiras e cerca de 100 pessoas, além de helicópteros, cinco navios e ajudas internacionais na busca pelo Airbus que levava 228 pessoas a bordo, sendo 58 brasileiros .

O ministro francês dos Transportes, Jean-Louis Borloo, declarou que a prioridade absoluta das autoridades francesas é encontrar as caixas-pretas. Ele disse ainda que a zona onde provavelmente aconteceu a catástrofe aérea está "praticamente delimitada".

"A busca prosseguirá pelo tempo que for necessário. Mobilizamos os meios na zona e colocaremos à disposição tudo o que for necessário", declarou o ministro francês da Defensa, Hervé Morin.

AFP
Modelo do avião que desapareceu dos radares na madrugada desta segunda

Pane elétrica

A hipótese mais provável para o desaparecimento do radar do Airbus A330 é que o avião tenha sofrido uma pane elétrica , após ser atingido por um raio, afirmou Francois Brousse, diretor de Comunicação da companhia aérea francesa. Porém, segundo especialista, não é comum que acidentes com aviões de grande porte sejam causados por raios. "Eu não sei de nenhum acidente que o avião tenha sido derrubado após ser atingido por um raio", disse Valtécio Alencar, especialista em avião civil.

De acordo com informações da Aeronáutica, o último contato feito pela aeronave com o Centro de Controle de Área Atlântico (Cindacta III) foi às 22h33 de domingo. Nele, o comandante informou que ingressaria no espaço aéreo Dacar-Senegal, às 23h20. De acordo com a companhia, porém, às 23h14, minutos antes do controle aéreo perder o contato com o voo, a aeronave emitiu uma mensagem automática de pane elétrica.

"Já tinha passado por (Fernando de) Noronha às 22h33. Uma hora depois o avião teria que fazer contato por rádio novamente e nesse momento não fez esse contato", disse a assessoria da Força Aérea Brasileira (FAB).

"Em função disso entramos em contato com a Ilha do Sal (Cabo Verde). A aeronave também não fez nenhum tipo de contato com eles e nem apareceu no radar", acrescentou.

Segundo a Air France, a aeronave entrou em operação em abril de 2005 e, desde então, já voou 18.780 horas. O comandante da aeronave tinha 11 mil horas de voo em sua carreira e já havia efetuado 1.700 horas no Airbus A330. Ainda segundo a empresa, um dos co-pilotos tinha 3 mil horas de voo e o outro, 6.600.

AP
Movimentação de jornalistas no aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro

Informações sobre vítimas

A Air France disponibilizou dois pontos de recepção aos parentes dos passageiros, um no salão nobre da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária  (Infraero), no próprio aeroporto, e outro no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca. No hotel, mais de 100 quartos ficarão a disposição de parentes que moram em outras localidades.

Durante todo o dia, parentes de passageiros foram ao aeroporto do Rio para ter mais informações. A mãe de uma da passageiras afirmou que ainda estava com esperanças de reencontrar sua filha Adriana Francisco Van Sluijs .

Conforme a nota divulgada pela empresa, os telefones da Air France para atender familiares são: para o Rio de Janeiro: (21) 3212-1806, (21) 3212-1884, (21) 3212-1889, (21) 3212-1894; para todo o Brasil: 0800 881 2020; para a França: 0800 800 812; e para outros países: + 33 1 57 02 10 55. Já a  Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) tornou disponíveis dois números de telefone exclusivos para que os familiares obtenham informações: (61) 3366-9303 e (61) 3366-9307.

(*com reportagem de Anderson Dezan, Carollina Andrade e Paola Moura e informações da AFP, AP, e Reuters)

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