Aeronáutica diz que material recolhido no mar não é de avião da Air France

RECIFE - Em nota divulgada na noite desta quinta-feira, a Força Aérea Brasileira (FAB) afirmou que a análise do material coletado pela Fragata Constituição, na manhã de quinta, demonstrou que o suporte utilizado para acomodação de cargas (pallet) não pertencia ao voo 447.

Redação com Reuters |

A informação vai ao encontro daquela divulgada mais cedo pelo diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo da FAB. "Até o momento, nenhum pedaço de aeronave foi recolhido", relatou a jornalistas o tenente-brigadeiro Ramon Borges Cardoso. O militar acrescentou que a mancha de óleo avistada nesta quinta-feira junto do material que foi recolhido provavelmente não pertence ao Airbus.

"A quantidade é muito pequena e não dá para fazer uma análise desse óleo dizendo se é dos destroços ou parte da aeronave. A maior probabilidade é que é óleo de navio, não é óleo de avião".

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Foto divulgada pela FAB com o objeto que seria o pallet do Airbus


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Uma das boias localizadas pela FAB durante as buscas

Uma das boias localizadas pela FAB durante as buscas

No início da tarde desta quinta-feira, a Força Aérea Brasileira informou em comunicado que um helicóptero que estava a bordo de uma fragata da Marinha havia retirado do oceano um suporte utilizado para acomodação de cargas em aviões - conhecido como pallet - e duas boias.

"Confirmamos que o pallet que foi encontrado não fazia parte dos destroços da aeronave. Era uma parte que estava na região muito mais considerado para nós como um lixo", disse o brigadeiro.

"Qualquer objeto que nós encontrarmos, nós vamos fazer o recolhimento e depois fazer a análise, descartar aqueles que não façam parte da aeronave e trazer de volta para Recife aqueles que fazem parte da aeronave".

A nota da FAB também diz que, nesta quinta-feira, aviões militares que participam das buscas completaram a cobertura de 185 mil km2 - área equivalente ao território do Estado do Acre.

No comunicado, a FAB afirma que, ao longo do dia, as aeronaves continuaram "avistando vestígios isolados nas áreas de busca, tais como manchas de óleo e boias".

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Foto de um objeto azul que ainda não foi identificado pela FAB

Marinha do Brasil

Apesar da confirmação da Aeronáutica de que os destroços não são do Airbus, a Marinha do Brasil divulgou uma nota na noite desta quinta-feira informando que não é possivel confirmar e nem descartar que os destroços coletados no oceano sejam do avião.

De acordo com a nota, o helicóptero recolheu um estrado de madeira sem nenhuma identificação e amostras do óleo. A nota informa apenas que não é possível afirmar que sejam da aeronave da Air France.

Ministro francês no Brasil

O ministro francês das Relações Exteriores, Bernard Kouchner, que chegou nesta quinta-feira ao Rio de Janeiro para expressar sua solidariedade às famílias das vítimas, estimou que "será preciso tempo" para saber quais foram as causas da catástrofe .

Perguntado sobre a possibilidade de um atentado, o ministro afirmou que os especialistas não haviam encontrado "nenhum indício" que respaldasse esta hipótese. "Mas nós não a descartamos", acrescentou.

"Estamos procurando as causas, porque isso interessa às pessoas de todo o planeta, para quem viaja ou não", afirmou Kouchner, destacando que esta rota aérea é usada todos os dias. "Eu mesmo vou à noite pegar o voo AF 447 para Paris", disse.

Missa

Parentes e amigos de passageiros do Airbus A330 foram à Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira para um ato ecumênico com representantes de oito religiões, em memória das vítimas. A cerimônia religiosa reuniu cerca de 500 pessoas.

AFP
Missa na Candelária

Ato ecumênico celebrado na Igreja da Candelária



Versões

Segundo o jornal "Le Monde", o avião voava a uma velocidade incorreta quando ocorreu o acidente . A empresa Airbus deve publicar uma recomendação, com a autorização do Escritório de Investigações e Análises (BEA) francês, destinada a todas as companhias aéreas que utilizam o A330, revelou o diário francês.

Nesta quinta-feira surgiu mais uma versão do que pode ter acontecido. Um piloto da companhia aérea espanhola Air Comet, que fez o voo Lima-Madri na madrugada de segunda-feira, afirmou ter visto um "forte e intenso lampejo de luz branca" na zona onde a aeronave pode ter caído.

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Dor das famílias

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