O advogado Marco Túlio Moreno Marques, que perdeu os pais no acidente da Air France, disse nesta quarta-feira que muitos familiares que estão no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, não queriam a divulgação dos nomes dos parentes que estavam no acidente com medo da ação de golpistas.

Todos se lembram que, na época do acidente da Gol, oportunistas usaram nomes das pessoas mortas para fazer compras e abrir financiamentos. Os familiares das vítimas tiveram sérias dificuldades no momento do inventário por causa das dívidas contraídas pelos falsários, afirmou.

Marques se referiu ao acidente com o Boeing 737-800, com 154 pessoas a bordo, que desapareceu do radar quando voava de Manaus para Brasília. Não houve sobreviventes. Depois ficou comprovado que a queda foi provocada pelo choque da aeronave com um avião Legacy, pilotado por norte-americanos.

Veja no infográfico a rota do airbus Voo 447 da Air France

O advogado também não queria os nomes dos pais na lista da Air France. Depois ele se conformou. Não adiantou muito porque a imprensa publicou antes, disse.

Dante DAquino, advogado da associação formada por parentes das vítimas do voo da Gol, citado por Marques, tem avaliação diferente sobre a função da lista. A ausência da divulgação atende mais aos interesses da empresa aérea do que a proteção das familiares, opinou.

É por meio dos nomes divulgados que há comunicação entre os familiares e mobilização para exigir os direitos, defendeu o advogado ao falar que o argumento de preservar os parentes de estelionatários é frágil. Diariamente estamos expostos. Não é a divulgação que move grupos de criminosos. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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