Acesso ao IML do Recife é parcialmente liberado

A Supervisão Operacional do Gerenciamento de Crises da Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) decidiu recuar o perímetro de segurança da área externa do Instituto Médico Legal, em Santo Amaro, área central do Recife, para atender os pedidos da população e dos comerciantes que trafegam no local. Entretanto, a supervisão informa que com a chegada dos corpos, a qualquer momento a via poderá voltar a ser bloqueada.

Socorro Macedo, especial para o Último Segundo |

A liberação ocorre depois de quase três dias de interdição das ruas de acesso ao IML, fechadas no último sábado à tarde, com os corpos ainda a caminho da Ilha de Fernando de Noronha. Uma das faixas das Ruas do Pombal e Pedro Afonso foi liberada para os veículos. A medida provocou revolta na população e nos comerciantes de casas funerárias que tiveram o acesso prejudicado. A assessoria de comunicação da SDS esclareceu que a decisão de fechar a rua foi uma preparação logística de segurança.

Segundo o órgão, cinco peritos da Polícia Federal e três da SDS estão em Fernando de Noronha para realizar uma pré-identificação, como o recolhimento de impressões digitais e consulta na base de dados para tentar identificar os corpos. Quanto às denúncias veiculadas pela imprensa do não atendimento aos familiares das vítimas que não pertencem ao Vôo 447, o IML afirma que o atendimento está normal, e qualquer pessoa que se sinta prejudicada pode fazer sua queixa à ouvidoria da SDS pelo telefone: (81) 3183-5297 ou (81) 3183-5298, que repassará a Corregedoria para as providências cabíveis.

Peritos

De acordo com a agência "BBC", cinco legistas da França estariam no Recife desde a noite da última segunda. O grupo, do Instituto de Pesquisas Criminais da Polícia Militar (IRCGN, na sigla em francês), ajudará os brasileiros no trabalho de identificação dos corpos no IML do Recife.

A SDS não confirmou a solicitação do peritos. Os legistas franceses já atuaram na identificação de vítimas de grandes catástrofes, como o tsunami no sudeste da Ásia e o acidente com o avião Concorde, em 2000. Entre os profissionais, estão um especialista em reconstrução de impressões digitais, um dentista e um biólogo.

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