Recepção a Obama tem clima de fim de ano em Copacabana

Cerca de 200 populares, entre moradores do Rio e turistas de outras países, se concentraram à espera de 'aceno' do presidente

Marsílea Gombata, enviada ao Rio de Janeiro |

Parecia festa de fim de ano em Copacabana. Só que, em vez de fogos, a expectativa dos moradores era pela presença do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Cerca de 200 populares, entre moradores do Rio e turistas de outras países, se concentraram, a partir das 17h30, na frente do hotel Marriott, na orla, onde ficou hospedada a família Obama. A movimentação seguiu noite adentro. A esperança era que o presidente americano fizesse ao menos um aceno de sua janela – o que, até as 23h, não tinha acontecido.

Os motivos que levavam as pessoas a fazerem tietagem na frente do hotel eram diversos. “Acho que ele é um presidente carismático, além de considerá-lo um marco na história dos EUA”, disse Leandro Martins, advogado, que lamentou não conseguir ver nada durante a chegada de Obama. Apesar de frustrado, ele permanecia no local ao lado da namorada, Rose Dalpra, e da irmã, Juliana Dantas, em pleno sábado à noite.

“Vim porque achei que teria a honra de ver ele acenando. Para mim é um orgulho ele estar aqui no Brasil. Se fosse o [George W.] Bush, eu, com certeza, não viria”, disse a auxiliar de tecnologia Débora Beiler.

Também hospedado na avenida Atlântica, Geraldo Carvalho, banqueiro de Brasília, também acompanhava a movimentação ao lado da sobrinha. “Gosto muito do Obama. Como ele mesmo disse, ele é o cara. Hoje, por exemplo, não vi nenhuma manifestação contra ele aqui”, disse.

“Finalmente, ele olhou o Brasil com outros olhos. Espero que seja sincero”, disse uma funcionária pública que não quis se identificar.

Até mesmo estrangeiros fizeram coro à tietagem: “Adoro o Obama e fiz questão de passar à noite aqui para vê-lo”, disse o pediatra russo Yuri Babichenko, morador de Vologda e que está no Rio a passeio.

A popularidade de Obama, porém, não era unânime. Vânia Fonteles, moradora de Ipanema, demonstrava irritação porque o hotel que freqüenta ficou fechado para hóspedes; assim, não pôde malhar por causa da visita ilustre. “Achei chato porque não malhei nem peguei piscina e sauna. E no fim das contas nem o Obama eu vi”, disse.

“Fui levar meu filho para tomar banho de piscina no hotel, mas não deu. Mas tudo bem. Pelo Obama a gente tolera o incômodo”, ponderou Elaine Santos, que estava na frente com o filho Cristian, de nove anos, que se diz fã de Obama.

Por volta das 22h40, policiais militares, da Guarda Civil Metropolitana e homens da Força Nacional de Segurança isolaram a calçada e a pista mais próxima do hotel na avenida Atlântica. Pouco antes de Obama chegar, por volta das 17h30, as ruas Santa Clara, Figueiredo de Magalhães e Domingos Ferreira, além da avenida Atlântica, ficaram isoladas.

Não houve, como esperado, manifestações contra a presença de Obama, diferentemente do que aconteceu na véspera, quando houve confusão na frente do consulado americano na cidade.

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