Obama bate bola com crianças na Cidade de Deus

Presidente americano assistiu a apresentações e foi abraçado por algumas crianças; antes de ir embora, ele andou pela comunidade

Marsilea Gombata, enviada especial ao Rio de Janeiro |

O presidente norte-americano Barack Obama visitou na manhã desse domingo a comunidade Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, onde apesar da ansiedade e expectativa dos moradores, passou pouco mais de 20 minutos. Obama chegou à sede da FIA (Fundação para a Infância e Adolescência) por volta das 11h20 para assistir a uma apresentação de percussão e capoeira do grupo comandado pelo mestre Derli Ariri.

O presidente estava acompanhado da mulher Michelle e das filhas Malia e Sasha e foi recebido pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e pelo prefeito da cidade Eduardo Paes, com suas respectivas mulheres. Além do governador e do prefeito estavam presentes o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, o embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon.

Embalados pelas batidas dos instrumentos de percussão, o presidente e a primeira-dama mostraram interesse na apresentação. Já na capoeira, apenas Obama mostrou-se impressionado, já que a primeira-dama e as filhas haviam assistido a apresentação semelhante na tarde de sábado, em Brasília. Durante o evento o casal interagiu com as crianças da plateia. Obama chegou a ser abraçado por algumas.

“Não fiquei muito nervosa porque eu treinei muito”, disse Gabrielle Oliveira, 11 anos, uma das alunas que se apresentou para a família Obama.

Mas nem todo mundo demonstrou a mesma calma. “Não consegui dormir. Fiquei quatro dias ensaiando”, contou Giulia Seinfferd, 14 anos, escolhida para ser oradora e fazer uma breve apresentação em inglês.

Em uma atitude inesperada, antes de ir embora, Obama saiu do carro, andou um pouco na favela e acenou para os moradores que estavam em suas casas. A comunidade ficou eufórica e gritou elogios e mandou beijos para o presidente. O radialista Roberto Cavalcante, de 38 anos, atirou uma camisa azul da seleção brasileira, que vestia, em cima do carro onde estava o presidente norte-americano. Ele não soube dizer se a camisa foi recolhida.

Batendo bola e recebendo camisas

Diferentemente do esperado, Obama não visitou a UPP da comunidade. Mas bateu bola rapidamente com algumas crianças antes de deixar a favela. Chegou a ensaiar algumas embaixadinhas.

Felipe Mello dos Santos, 9 anos, deu um abraço no líder norte-americano depois de jogar bola com ele. “Eu conversei com o Obama em inglês. Perguntei: ‘What's your name?’. E ele respondeu ‘My name is Obama”, contou. Em seguida, o presidente dos EUA também perguntou o nome do menino em inglês e Felipe respondeu na mesma língua. Indagado sobre a performance do homem mais poderoso do mundo jogando bola, Felipe disse que "ele joga mais ou menos". Segundo o menino, Obama acertou o câmera enquanto fazia embaixadinha.

O presidente dos EUA jogou com alunos da escolinha de futebol, mas não no campo de futebol, como era esperado. “Não fiquei decepcionado até porque a gente tem de ser disciplinado e seguir as determinações da segurança”, afirmou Luiz dos Santos, professor da escolinha que conseguiu entregar ao presidente americano uma camisa do Fluminense, com o numero 1 e a inscrição “Presidente Obama”.

Pouco antes, no campo do Flamengo, na Gávea, que está servindo de heliporto para Obama, o presidente dos EUA recebeu uma camisa do time com seu nome e o número 10 das mãos da presidente do clube, Patrícia Amorim.

Theatro Municipal

Depois da visita Obama seguiu de carro até o aeroporto de Jacarepaguá, onde pegou um helicóptero em direção ao campo do Flamengo na Gávea, zona sul do Rio. Após uma pausa para descanso e almoço no hotel Marriott, onde está hospedado, o presidente irá para a Cinelândia, no centro do Rio.

Ele discursará no Theatro Municipal para uma plateia de convidados. Pela manhã a previsão era de que ele visitasse o Corcovado com a família. A visita, no entanto, foi adiada pelo “mau tempo” , segundo Robert Mearkle, do setor de comunicação do departamento de Estado dos EUA e ex-adido cultural do consulado dos EUA no Rio.

(Colaborou Mario Hugo Monken)

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