Michelle Obama encontra alunos de escolas públicas em Brasília

Primeira-dama participou de evento com jovens brasileiros no restaurante Oca da Tribo e viu apresentações culturais

Luísa Pécora, enviada a Brasília |

AP
Michelle Obama e filhas observam apresentação de capoeira
A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, esbanjou simpatia em um encontro com estudantes de escolas públicas neste sábado em Brasília. Durante o evento, que durou cerca de 45 minutos, Michelle brincou com a plateia, sorriu muito, bateu palmas durante apresentações culturais e, em um breve discurso, buscou inspirar os jovens brasileiros quanto à importância da educação.

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Michelle chegou por volta das 11h35 ao restaurante Oca da Tribo, no Setor Clube Esportivo Sul de Brasília, onde o evento aconteceu. Ela estava acompanhada das filhas, Malia, 12 anos, e Sasha, 9 anos, além de sua mãe e da madrinha das crianças. Segundo a primeira-dama, a viagem ao Brasil é uma das raras oportunidades em que ela e o presidente americano, Barack Obama, puderam estar acompanhados de toda a família, porque as meninas estão de folga da escola.

Tímidas, Malia e Sasha sorriram algumas vezes, mas aparentavam cansaço. Michelle, ao contrário, estava animada. Logo no início de seu breve discurso, arrancou aplausou da plateia com um "bom dia", mas confessou que não sabia dizer mais nada em português.

Ela pediu que os estudantes não seguissem o seu exemplo, incentivando-os a estudar línguas e buscar oportunidades para viajar e estudar no exterior, pensando em si mesmos como "cidadãos do mundo".

Michelle disse estar ciente das dificuldades financeiras de muitos jovens, mas usou a si mesmo como exemplo para garantir que, com determinação e estudo, é possível antigir qualquer objetivo. "Minha família não tinha dinheiro e meus pais não fizeram faculdade. Porém, cercaram a mim e a meu irmão de amor e nos ensinaram que estudar é o mais importante", afirmou. "Quero que vocês olhem para mim e vejam que tudo é possível. É por isso que estou aqui."

Ela pediu que os estudantes estejam sempre preocupados em ajudar outras pessoas a alcançar seus objetivos. "Precisamos de jovens cheios de energia para consertar os problemas do mundo", afirmou. "Vocês estão prontos e preparados."

A primeira-dama pediu, então, que os brasileiros "lhe mostrassem alguma coisa", dando início às apresentações culturais. Ela bateu palmas enquanto assistia integrantes do Centro Cultural Raízes do Brasil jogarem capoeira, mas pareceu especialmente animada com as percussionistas do grupo Jabala. Presente em 13 países, o Jabala de Brasília compartilha uma peculiaridade com o de Washington: são os dois únicos compostos apenas por mulheres.

Uma das integrantes do Jabala, Emilia Borges, 55 anos, disse que estava nervosa, mas feliz por se apresentar para a primeira-dama e sua família. "É uma honra representar a cultura brasileira", disse, ao iG.

Luisa Pécora
Ícaro Alvez, ex-participante do Jovens Embaixadores, quase perdeu a oportunidade de ir a encontro
Jovens Embaixadores

Após a despedida da família Obama, que ocorreu por volta de 12h10, os estudantes passaram a telefonar para familiares e a conversar animados sobre a experiência. Uma das mais emocionadas era Raquel Hellen Santo Silva, 20 anos, que falou durante o evento sobre sua experiência no programa Jovens Embaixadores, patrocinado pelo governo americano, que leva estudantes brasileiros ao exterior.

Discursar para a primeira-dama dos EUA, foi, segundo ela, "fantástico". "Estava muito nervosa, porque sabia que seria um momento muito importante para mim", contou. "Mas a missão foi cumprida: fui inspirada por ela e pude inspirá-la também."

Outro ex-participante do Jovens Embaixadores, Ícaro Nepomuceno Soares Alvez, 19 anos, estava feliz por poder rever a primeira-dama, que recebeu os alunos da edição 2010 do programa na Casa Branca. Para estar em Brasília neste sábado, Ícaro, que vive em Manaus, contou com a ajuda de Graça Costa, uma funcionária da Secretaria da Educação do Amazonas. Ela - e não o governo do Amazonas, como ressalta o garoto - custeou a passagem e todos os gastos com alimentação.

"Ela me viu falando sobre os Jovens Embaixadores na televisão e passou seis meses me procurando, porque queria me ajudar de alguma forma. Minha família é humilde, moro na periferia, e só pude vir a Brasília por causa da Graça", conta o menino, que está hospedado na casa de um colega de programa, Felipe Marques, 19 anos.

Quando voltar para casa, Ícaro vai garantir à Graça que o esforço valeu a pena. "Acho que foi um dos dias mais importantes da história para o Brasil e para os Estados Unidos", afirmou.

Ícone fashion

Enquanto ouviam o discurso de Michelle Obama, muitas estudantes também estavam de olho no visual da primeira-dama, considerada um ícone da moda. Para o encontro em Brasília, ela optou por um vestido claro, sapatos dourados e cabelos presos em um coque.

"Ela é muito estilosa", definiu Natália Seixas Carvalho, 16 anos, aluna de inglês do Centro Interescolar de Línguas da cidade satélite de Gama. "O vestido era chique sem ser extravagante, a maquiagem estava ótima e ela ficou muito bonita."

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