'Gostaríamos de cooperar ainda mais com o Brasil', diz Obama

Presidente dos Estados Unidos elogia o País em entrevista à revista Veja e ressalta as relações de cooperação no setor de energia

iG São Paulo |

O presidente americano, Barack Obama, frisou em entrevista exclusiva à revista Veja que os Estados Unidos não estão em declínio e buscam uma relação mais próxima com o Brasil. A ampliação das relações comerciais entre os dois países é um dos principais objetivos de sua visita ao país neste final de semana.

Permeada de elogios ao governo brasileiro e à presidenta Dilma Rousseff, a entrevista mostrou pontos cruciais da viagem de Obama, com a “relação de cooperação” no setor de energia sendo a única nomeada especificamente.

“Meu desejo de reforçar nossa robusta relação econômica é uma das razões da minha visita ao país. Acredito que os Estados Unidos e o Brasil podem e devem ter uma relação econômica em que os dois países saiam ganhando – uma relação de cooperação em setores chave das duas economias, como energia, o que virá em benefício de ambos os países”, disse o presidente americano, em entrevista por escrito à revista.

Obama ainda afirmou que, considerando os valores comuns entre o Brasil e os Estados Unidos – como “a democracia e a inclusão social” - seu país tem trabalhado para aumentar o papel brasileiro em instituições fundamentais, como o G-20, o FMI e o Banco Mundial. “Gostaríamos de cooperar ainda mais com o Brasil“.

Segundo o presidente americano, “é do interesse americano que mais países venham a contribuir para a segurança e a prosperidade globais. Essa é a razão pela qual não apenas aceitamos a ascensão de países como o Brasil, mas achamos que é bem-vinda”.

Estados Unidos

A entrevista abordou também as impressões de Obama em relação à economia dos Estados Unido, a qual, segundo ele, não está em declínio. Ressaltando os fundamentos sólidos do país, Obama afirmou que os ”melhores dias ainda estão por vir”.

“Todos querem ser um grande presidente. Mas acho que a história lembra dos líderes e das gerações que mudam o rumo do seu país para melhor, que deixam as coisas melhores do que encontraram. É isso que tento fazer todos os dias”, disse Barack Obama, ao ser perguntado sobre o que gostaria que os historiadores dissessem sobre ele daqui a 100 anos.

Relações com o mundo árabe

Outro ponto mais polêmico respondido pelo presidente dos Estados Unidos foi sobre o silêncio americano diante dos conflitos no mundo árabe. Sublinhando que apóia as mudanças em direção à democracia, Obama afirmou, no entanto, que “não cabe aos Estados Unidos impor mudanças”. Segundo ele, são os povos da região que estão lutando por seus direitos universais – “e isso é positivo”.

Obama ainda descartou o surgimento de grupos extremistas antiamericanos nesses países. “Temos oportunidade para manter parcerias estreitas na região e construir relações sólidas com países que estão fazendo a transição democrática, como Egito e Tunísia”, concluiu.

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