Falta de telões na Cinelândia frustra presentes

Sem o equipamento, pessoas tiveram que se espremer nos bares para assistir ao discurso do presidente norte-americano Barack Obama

Marsílea Gombata, enviada ao Rio de Janeiro |

Cerca de 500 pessoas acompanharam na tarde deste domingo (20) o discurso do presidente norte-americano Barack Obama do lado de fora do Theatro Municipal, na Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro. Os prometidos telões que iriam transmitir o evento ao vivo para a população, no entanto, não foram montados, deixando os presentes frustrados.

Sem o equipamento, restou às pessoas disputaram espaços nos bares da Cinelândia para tentar assistir algo nas televisões dos estabelecimentos.

“Achei chato, não dava para ouvir nada com a TV. Até trouxe minha neta para ver o Obama, mas...”, disse decepcionada a dona de casa Hortência Gomes, moradora do bairro do Estácio. A professora Teresinha Garcia, moradora do Méier, fez coro. “Não entendi nada do discurso. Vou ver ter que ver a reprise em casa”, reclamou.

No geral, a movimentação do lado de fora do Theatro Municipal, que teve início por volta das 11h, ocorreu sem problemas. Alguns manifestantes ligados a partidos de esquerda chegaram a ensaiar um protesto. Com cartazes e bandeiras de Cuba, eles criticaram o ataque norte-americano à Líbia.

‘Ser o presidente da maior nação imperialista do mundo já é motivo para protestar contra. Para piorar, ele veio atrás do nosso petróleo”, criticou o professor Leon Diniz. “O Obama não faz falta nenhuma aqui”, completou.

Outros protestos na Cinelândia não tinham nenhuma relação com a vinda de Obama. Algumas pessoas pediam a aprovação da língua Esperanto e, outros, a aprovação da PEC-300. O projeto de emenda constitucional, em tramitação no Congresso Nacional, estabelece um piso salarial nacional para policiais militares, civis e bombeiros.

O esquema de segurança na Cinelândia foi reforçado com a presença de soldados do exército, policiais militares e guarda municipais. A avenida Rio Branco, uma das principais vias do centro do Rio, ficou interditada desde a avenida Presidente Vargas até a Cinelândia. Com a via sem trânsito, algumas pessoas aproveitaram o espaço para andar de bicicleta e skate.

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