Dilma a Obama: Brasil quer exportar petróleo e também derivados

Ela destacou que o país quer evitar a chamada "doença holandesa" com as exportações do pré-sal e falou até em exportar gasolina

Danilo Fariello, iG Brasília |

AFP
Presidenta Dilma falou com Barack Obama sobre exportação de petróleo e derivados
A presidenta Dilma Rousseff declarou diretamente ao seu colega dos EUA, Barack Obama, que o Brasil não quer apenas exportar petróleo do pré-sal.

O Brasil, segundo o assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, não quer exportar apenas derivados do petróleo, mas também seus derivados. Entre eles, estariam produtos petroquímicos e até gasolina. Obama, por sua vez, ratificou o seu interesse em importar petróleo.

O assessor explicou que o governo brasileiro quer evitar a chamada “doença holandesa”, termo financeiro que explica a situação daqueles países que atrelaram boa parte da sua economia à exportação de petróleo e acabaram comprometendo suas contas, com dificuldade em converter esses recursos em desenvolvimento social interno.

Segundo Garcia, com o apoio dos EUA, o Brasil quer estimular a cadeia produtiva do petróleo, que envolve fornecedores e os petroquímicos.

Dilma encontra Obama

Em pronunciamento após encontro privado no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma  pediu uma "parceria entre iguais" com Obama e a eliminação das barreiras que dificultam a entrada de produtos brasileiros nos EUA, como etanol, carne bovina, suco de laranja e aço.

"Nossa relação é um construção entre iguais, por mais distintos que sejam os paises em população, em poderio militar", disse. Veja a íntegra do discurso da presidenta.

Em seu discurso, Dilma citou "contradições" que precisam ser superadas, pedindo o fim de medidas protecionistas no comércio com os EUA e reformas em instituições como o Banco Mundial, o FMI e o Conselho de Segurança da ONU. "Buscamos relações econômicas mais justas e equilibradas", afirmou.

Ao reiterar a aspiração do Brasil a um assento permanente órgão, a líder brasileira disse que o País pleiteia a vaga porque "um mundo mais multilateral é fundamental para promover a paz", e não para ocupar um espaço burocrático.

A líder brasileira traçou um paralelo entre as modificações feitas nos órgãos econômicos após a crise iniciada em 2008 e a reforma que o Brasil reivindica para o órgão de 15 membros da ONU - em que apenas EUA, Rússia, China, Reino Unido e França têm poder de veto. "Foi preciso uma crise econômica para forçar a reformar dos órgãos econômicos, no caso do Conselho de Segurança podemos nos antecipar", afirmou.

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