Convidados VIP passam por revista detalhada no Theatro Municipal

Agentes americanos revistam bolsas e câmeras com cães farejadores e nem secretários de estado e deputados escapam

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

Um megaesquema de segurança foi montado até para os convidados VIP no discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no Theatro Municipal. Os cerca de 2.200 escolhidos pelo consulado americano, governo do Estado e prefeitura para entrar no teatro, precisavam passar por dois postos de checagem; um para verificar convites ou credenciais e outro com detectores de metais e revista pessoal. Do lado de fora, um público eclético espera discurso de Obama na Cinelândia .

Nem secretários de Estado, como Régis Fitchner, chefe da Casa Civil do governador do Rio, Sérgio Cabral, nem deputados federais, como Eduardo Cunha (PMDB-RJ), escaparam das revistas.

Na entrada da imprensa, agentes do Serviço Secreto de Obama, usavam detectores de metais manuais mesmo após a passagem pelo portal com o mesmo fim. Bolsas e mochilas eram separadas de seus donos para uma minuciosa revista. Câmeras de TV e de fotografia passavam pelo crivo de cães farejadores, pastores alemães. O objetivo era identificar eventuais ameaças ao presidente, como explosivos e armas.

Apesar de o contato com o público ser feito pela equipe norte-americana, sempre em inglês, havia policiais federais brasileiros à distância, acompanhando o trabalho.

Ao redor do perímetro da Cinelândia, onde fica o Theatro Municipal, o esquema de segurança estava reforçado, com guarnições em carros de combate blindados e soldados do Exército a cavalo, além de equipes da Brigada de Infantaria Paraquedista.

AE
Soldados da Polícia do Exército Brasileiro fazem a segurança na Cinelândia
‘The book is on the table’

Entre os cerca de 2.200 convidados só um deles poderia tentar substituir Obama “em cena” no palco do Theatro Municipal, o motorista carioca Rinaldo Gaudência Américo (quase América). Ele é sósia de Obama e, vestindo terno, “faixa presidencial” e cercado de “seguranças” – também de terno, óculos escuros e falso equipamento de comunicação no ouvido –, exibia orgulhoso o convite que recebeu para participar da festa, na galeria do teatro.

Rinaldo também foi à Cidade de Deus, mais cedo, e disse ter ficado “emocionado” por estar próximo ao presidente dos EUA.

Em uma espécie de paródia bem-humorada de Obama, Rinaldo brincou de humorista. Ele recitou, em tom grave, como se estivesse em um discurso, algumas frases feitas em inglês, entre elas o principal mote de Obama durante sua campanha presidencial. Aparentemente é tudo o que sabe no idioma do sósia mais poderoso. “Yes, we can! The book is on the table! Jack Bauer!”, disse ele.

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