Chilena critica governo por impor distância entre Obama e o povo

Para Ana Veloso, que também acompanhou visita do líder ao Rio de Janeiro, ¿recepção no Brasil foi muito mais calorosa¿

Luísa Pécora, enviada a Santiago, Chile |

Luísa Pécora, enviada a Santiago
Ana Veloso (com óculos escuro) ao lado da irmã nesta segunda-feira
O forte esquema de segurança montado nesta segunda-feira para a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a Santiago, decepcionou os chilenos que esperavam ver o líder de perto. Barrada por policiais, Ana Veloso, 48 anos, não se conformava com a distância entre Obama e a população. “Esse excesso de segurança não nos deixa mostrar o carinho que temos por ele”, afirmou, em entrevista ao iG .

Ana, que vive na Espanha mas nasceu em Santiago, chegou à cidade nesta segunda-feira, após férias no Brasil. Enquanto esperava por uma oportunidade de ver Obama, ela balançava freneticamente uma grande mão de plástico que ganhou no carnaval do Rio de Janeiro. No domingo, ela usou o acessório para acenar para o presidente americano enquanto ele passava por Copacabana.

“A recepção foi muito mais calorosa no Brasil. As pessoas puderam vê-lo, balançaram bandeirinhas”, contou. “Aqui temos dificuldade até para chegar até a grade. O nosso chanceler nos pediu para receber Obama, mas onde vamos recebê-lo? Em casa?”

Ana disse duvidar que a distância tenha sido determinação do governo americano, pois a medida não estaria de acordo com a personalidade Obama, a quem define como "super-homem". “Ele é amável, maravilhoso, está sempre próximo das pessoas”, opinou. “Sei que não poderia apertar as mãos dele, mas queria apenas dar um aceno”, reclamou.

Várias ruas ao redor do palácio estão bloqueadas para veículos e pedrestes, sendo monitoradas por grande número de policiais (mais de dois mil foram mobilizados para a visita de Obama). Até os jornalistas credenciados pelo governo chileno têm dificuldade para chegar à sala de imprensa, localizada na sede do Ministério das Relações Exteriores, que fica ao lado do La Moneda.

Sem conseguir ver muita coisa, muitos curiosos que esperavam por Obama pela manhã desistiram de esperar. Os poucos que ficaram aproveitam a passagem de um profissional da imprensa para perguntar: "Obama ainda está no Palácio?"

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