Aliança com América Latina é cada vez 'mais vital', diz Obama

Presidente dos EUA, que chegou ao Brasil, diz em sua mensagem semanal que EUA compartilham com vizinhos do sul valores comuns

iG São Paulo |

O presidente americano, Barack Obama, afirmou neste sábado que a aliança com a América Latina é cada vez mais "vital" para os EUA, em sua mensagem semanal que coincide com o início de sua primeira viagem pela região.

"Sempre tivemos um vínculo especial com nossos vizinhos do sul. É um vínculo que nasce de uma história e de valores comuns, e milhões de americanos com raízes na América Latina o reforçam", afirmou Obama em seu discurso gravado, divulgado nos EUA na manhã deste sábado.

"O que está claro é que, em uma economia cada vez mais internacional, nossa aliança com esses países será cada vez mais vital, pois é uma fonte de crescimento e prosperidade não apenas para o povo latino-americano, mas também para o povo americano", disse.

Obama chegou neste sábado a Brasília, primeira escala de sua viagem de cinco dias que o levará também a Rio de Janeiro, Santiago e San Salvador.

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Presidente dos EUA, Barack Obama, desembarca em Brasília com a primeira-dama, Michelle, e suas filhas Malia e Sasha
Antes de partir, o presidente, que retorna à região depois de ter participado da Cúpula das Américas em abril de 2009, na qual ofereceu novas relações de Washington com a América Latina, destacou a importância econômica para os EUA de sua viagem.

"Agora exportamos mais do triplo do que exportamos para a China para a América Latina, e nossas exportações à região logo representarão mais de 2 milhões de empregos aqui nos EUA", disse Obama em sua mensagem.

"O Brasil importa mais produtos dos Estados Unidos que qualquer outro país", o Chile tem "uma economia cujo crescimento gera maior demanda de produtos americanos" e El Salvador "promete crescer muito, com o potencial de beneficiar ambos os países", disse o presidente.

Chegada a Brasília

Com sua mulher, Michelle , e as filhas Malia e Sasha, o líder americano desembarcou às 7h42 na Base Aérea depois de o avião Air Force One ter pousado às 7h31. Após o desembarque, Obama e sua comitiva seguiram para o hotel Golden Tulip, onde ficam antes do encontro previsto para às 10 horas com a presidenta brasileira, Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

A viagem, que ocorre em meio à tragédia do Japão e à crise na Líbia , foi descrita como "emblemática" pelo governo americano. "Vemos uma enorme convergência de interesses entre Brasil e EUA, e um momento enorme de oportunidades", afirmou nesta semana o conselheiro adjunto de Segurança Nacional dos EUA, Ben Rhodes.

Washington quer aproveitar o enorme potencial econômico da relação bilateral com o Brasil, que se transformou na sétima potência econômica e cujas trocas comerciais com os EUA dobraram na década passada.

Depois que China superou os EUA como principal comprador das exportações brasileiras, Washington quer recuperar a iniciativa e está interessado, segundo a Casa Branca, em desenvolver uma colaboração em energia e infraestruturas - principalmente em relação aos investimentos que o Brasil terá de fazer para os Jogos Olímpicos de 2016 e a Copa do Mundo de 2014.

Além disso, o Brasil conta com reservas de petróleo que equivalem ao dobro das americanas e vê a perspectiva de se transformar em exportador da matéria-prima. No encontro, os dois presidentes devem também abordar a colaboração em energia nuclear.

Embora os EUA garantam que uma das grandes vertentes da viagem seja fomentar a criação de empregos, a conversa com Dilma não se limitará a isso.

Os dois governantes devem abordar também o Irã, que, no ano passado, foi um dos motivos de distanciamento entre Washington e Brasília após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter alcançado um acordo nuclear com Teerã considerado insuficiente pelas potências internacionais.

Os dois líderes devem discutir as aspirações do Brasil a um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, e há expectativa de que Obama dê seu apoio ao País como fez no ano passado em relação à Índia durante giro pela Ásia .

*Com AFP e EFE

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