Tom Tykwer diverte com Drei, comédia romântica adulta

Em sua volta à Alemanha, diretor conta a história de Hanna e Simon, que estão juntos há 20 anos e se apaixonam pelo mesmo homem

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

Divulgação
Os atores Sophie Rois e Sebastian Schipper em cena do filme Drei
Os últimos três filmes de Tom Tykwer, de Corra, Lola, Corra , foram filmados fora da Alemanha. O cineasta estava sentindo falta de produzir um longa-metragem em seu país, e o resultado é Drei ( Três , na tradução do alemão), exibido em sessão para jornalistas na noite da quinta-feira 9, dentro da competição do 67o Festival de Veneza.

É uma comédia dramática romântica que trata personagens e espectadores como adultos. Hanna (a ótima Sophie Rois) e Simon (Sebastian Schipper) estão juntos há 20 anos. Trabalham com arte, participam de eventos culturais, têm um relacionamento conflituoso, maduro e moderno. E, sem querer e sem saber, apaixonam-se pelo mesmo homem, Adam (Devid Striesow). O filme é igualmente moderno e bem divertido, com piadas estranhas (mas engraçadas), momentos de delírio e algum drama. Os personagens agem quase sempre inesperadamente, sem pensar demais nas consequências. Como toda comédia, deve ter poucas chances na premiação – se bem que, no ano passado, Fatih Akin acabou levando o Prêmio Especial do Júri por Soul Kitchen .

Na entrevista coletiva no início da tarde desta sexta-feira 10, o diretor Tom Tykwer disse que a definição de comédia romântica que está no material de imprensa talvez seja uma piada que surgiu quando o longa estava sendo rodado. “O filme é cheio de momentos românticos, porque os três personagens apaixonam-se uns pelos outros. O fato de ter se tornado uma comédia foi só uma coincidência porque durante a filmagem nos divertimos muito. Mas este filme não foca em ser uma comédia. Há também momentos dramáticos, e dessa tensão nasce a comédia.”

Getty Images
O diretor Tom Tykwer brinca com a definição de comédia romântica de seu novo trabalho
Tykwer também respondeu a pergunta sobre o personagem Adam, que é da antiga Alemanha Oriental. O jornalista queria saber se ele queria dizer que virá do leste um novo modelo para o futuro. “Sou contra os filmes geracionais, que falam sobre uma determinada época. Adam é da Alemanha Oriental, mas pegou aspectos das duas partes do país, talvez por isso seja atraente para o homem e a mulher.”

Segundo ele, o filme não pretende apresentar novos modelos de relacionamento ou de família. “Não queremos vender uma nova ideia, um novo projeto, não é como deveria ser. Não sei o que acontecerá no futuro, talvez haja outras instituições. Temos instituições mais frouxas hoje em dia, casais que vivem juntos e não são casados. Eu sou monógamo. Mas me comporto de maneira diferente de meus pais, por exemplo.”

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