Noi Credevamo é terceiro italiano fraco na competição

Longa-metragem de Mario Martone conta mal a história da unificação da Itália

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

Divulgação
Os personagens principais de "Noi Credevamo", com mais de três horas de duração
A vida está realmente dura para o cinema italiano. Noi Credevamo , de Mario Martone, exibido para jornalistas na manhã desta terça-feira (7), é o terceiro competidor fraco do país no 67º Festival de Veneza.

O filme de 3 horas e 24 minutos de duração conta a história da unificação italiana – o país era dividido em diversos reinos até metade do século 19 – pelo ponto de vista de três revolucionários e amigos de infância, Domenico, Salvatore e Angelo, personagens fictícios que se misturam a uma miscelânea de figuras históricas. Para quem não é italiano, fica bem difícil de entender como se deu a unificação e suas lutas posteriores e acompanhar a trama, que pula de locações e de personagens a todo minuto, sem explicar devidamente quem é quem.

Dar conta de um período longo, com muitos acontecimentos e protagonistas, é sempre um problema, mas Carlos , de Olivier Assayas, exibido no Festival de Cannes, consegue envolver sem que se perca os detalhes históricos. No caso de Noi Credevamo , falta mesmo habilidade de roteiro e direção para alcançar o mesmo efeito.

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