Machete faz de Danny Trejo um super-herói mexicano

Primeira sessão de imprensa aconteceu na tarde desta terça-feira, um dia antes da abertura oficial do festival

Mariana Morisawa, enviada especial a Veneza |

Divulgação
Danny Trejo em ação: luta pró-imigração, muito sangue e órgãos à mostra
Ainda não é oficial, mas começou nesta terça-feira (31) o 67º Festival de Veneza – a abertura mesmo acontece na quarta-feira (1º). Algumas sessões para a imprensa deram início ao evento, que acontece até 11 de setembro. A principal foi a de Machete , novo filme dirigido por Robert Rodriguez em parceria com Ethan Maniquis.

O diretor retoma o personagem, interpretado pelo marcante Danny Trejo, que já apareceu na série infantil Pequenos Espiões e em À Prova de Morte e Planeta Terror , projeto duplo de Quentin Tarantino e Rodriguez. Aqui, o protagonista começa com tudo: cortando mãos e decepando cabeças, ao som de música alta – um pop mexicano bem ao gosto do diretor.

Reuters
Robert Rodriguez e o amigo Quentin Tarantino na chegada ao Festival de Veneza
Machete é, em princípio, um policial federal no México, até que um poderoso traficante, vivido por Steven Seagal (isso mesmo!) vinga-se matando sua mulher e filha. O protagonista reaparece três anos mais tarde como imigrante ilegal nos Estados Unidos, mais precisamente no Texas, onde a tensão contra os imigrantes cresce no filme (e na vida real). O personagem é procurado por Booth (Jeff Fahey), um figurão engravatado, que lhe pede para assassinar um senador (Robert De Niro) favorável à construção de uma cerca na fronteira com o México para barrar a entrada de imigrantes.

Enquanto isso, Luz (Michelle Rodriguez) organiza a resistência, e a policial Sartana (Jessica Alba) tenta enquadrá-la. Todas caem nos braços do feioso Machete – não são poucas as cenas de nudez parcial feminina, inclusive de Lindsay Lohan, que faz a filha de Booth. Há outras participações divertidas, como Don Johnson (aquele de Miami Vice, o seriado) como o líder dos vigilantes que assassinam quem tenta atravessar a fronteira.

Como se deve imaginar, Machete , o filme, é violência pura – há olhos perfurados e intestinos arrancados servindo de corda. Mas o bom humor, claro, permeia a narrativa, com um padre cuidando de duas moças nuas e sacando armas para combater os invasores de sua igreja. Há um certo gostinho doce de vingança ao ver um super-herói mexicano (Machete jamais morre, não importa quantos sejam os golpes) organizando a resistência contra políticas truculentas de combate à imigração. Mas o conjunto parece ter saído da cabeça de um garoto de 14 anos. Ou seja, tudo muito divertido (ainda que a produção se alongue além do que deveria) e sem grande profundidade.

Assista ao trailer de Machete :

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