"L'Ultimo Terrestre" usa aliens para criticar preconceito italiano

ETs fazem aparições divertidas na comédia do estreante Gianni Pacinotti, o cartunista Gipi

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

“L’Ultimo Terrestre”, estreia na direção do cartunista italiano Gianni Pacinotti, conhecido como Gipi, exibido no Festival de Veneza 2011 , parte de um argumento curioso: como a chegada de extraterrestres alteraria o cotidiano dos seres humanos. Mas o que se vê na comédia não é uma série de explosões e de pessoas fugindo desesperadas. Há debates na televisão, mas todos continuam levando suas vidas normalmente.

Luca Bertacci (Gabriele Spinelli, amigo do diretor, que virou ator para este filme), garçom de um bingo, é um homem solitário, encantado pela vizinha, Anna (Anna Bellato), e que tem como única amiga a travesti Roberta (Luca Marinelli). Ele tem uma relação complicada com o amor e as mulheres, desde que foi abandonado pela mãe. Faz discursos machistas, mas não age como os colegas de trabalho, que tratam mal as mulheres, homossexuais e travestis. Luca é, ele próprio, uma espécie de extraterrestre.

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O filme, obviamente, tem uma visão crítica do machismo clássico e do preconceito presentes na Itália. Os extraterrestres, várias vezes, representam o estrangeiro, o diferente, nos filmes de ficção científica. Aqui, eles fazem aparições divertidas e têm a habilidade de distinguir o bem do mal.

“L’Ultimo Terrestre” é um pouco literal nas suas críticas à sociedade italiana e termina de forma um tanto óbvia, mas tem bons momentos e parece original no atual cenário do cinema italiano. O longa recebeu aplausos moderados ao final da exibição para a imprensa, na manhã desta quinta-feira (8).

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