Cena do japonês "Norwegian Wood", baseado no livro best-seller de Haruki Murakami
Três vezes loucura. Foi assim o dia de abertura de competição do 67º Festival de Veneza, começando com Black Swan, de Darren Aronofsky, e terminando com Norwegian Wood, dirigido por Anh Hung Tran, e La Pecora Nera, de Ascanio Celestini.
O japonês Norwegian Wood, exibido na primeira sessão noturna para jornalistas, é baseado no romance de Haruki Murakami e dirigido pelo vietnamita Anh Hung Tran (de O Cheiro do Papaia Verde).
O filme trata do difícil relacionamento da jovem Naoko (Rinko Kikuchi) – abalada pelo suicídio de Kizuki (Kengo Kora), o amor de sua vida – e Watanabe (Ken’ichi Matsuyama), o amigo do rapaz morto, que se envolve com outras mulheres. Estamos nos fabulosos anos 60, afinal. O diretor usa imagens elegantes, com a câmera respirando com os personagens, mas perde o equilíbrio por conta da duração, das idas e vindas na trama e principalmente da música excessiva.
Já no italiano La Pecora Nera, de Ascanio Celestini, o protagonista (o próprio diretor) lembra passagens de sua vida, como a convivência com a avó quando era criança e a predileção por histórias de marcianos. Adulto, aparentemente trabalha num hospital psiquiátrico.
Mas, como conta sua histórias em padrão repetitivo, logo dá para perceber que o protagonista tem, ele próprio, problemas de ordem mental. Poderia ser engraçado, poderia ser dramático, mas ele consegue apenas ser irritante.
Na quinta-feira (02), segundo dia de competição, são exibidos Miral, de Julian Schnabel, e Happy Few, de Antony Cordier.