Italiano “Quando la Notte” constrange com romance inverossímil

Com cenas e diálogos ridículos, filme de Cristina Comencini provocou risadas involuntárias

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

Alguns filmes já tinham provocado risos neste Festival de Veneza 2011 , mas nenhum como “Quando la Notte”, da italiana Cristina Comencini, exibido em sessão de imprensa na manhã desta quarta-feira (7). Baseado num romance da própria diretora, o longa-metragem é mais um que poderia fazer parte das séries “Julia”, “Bianca” ou “Sabrina”, como “W.E.” , de Madonna, sem a tentativa de apuro visual.

Divulgação
Claudia Pandolfi e Filippo Timi em "Quando la Notte": vencedor no quesito riso involuntário
Marina (Claudia Pandolfi) é uma mulher casada que vai passar uma temporada numa casa remota nas montanhas com seu bebê. O garoto chora o tempo todo, a protagonista vai ao desespero. No andar de baixo, mora o senhorio, Manfred (Filippo Timi, de “Vincere”), um homem misterioso e bruto – claro.

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Numa noite, algo acontece. Manfred encontra o menino com um corte na cabeça, e a mãe deitada num canto, em estado catatônico. O homem, abandonado pela mãe e pela mulher, volta-se contra Marina, mas, lógico, a relação está destinada a ser mais do que isso. Isso, mesmo quando Manfred, abalado pelo desejo, sai montanha abaixo, sem lentes de contato, e sofre um acidente.

Óbvia e inverossímil, a trama não tem nada a dizer ou acrescentar. Pior, a partir de certo momento, descamba numa sequência de cenas e diálogos constrangedores, que provocaram gargalhadas, daquelas de fazer chorar. Em uma delas, anos depois do acontecido, Marina vai ao encontro de Manfred só para vê-lo passar no bondinho do lado oposto. Depois, a protagonista diz que não conseguiu esquecê-lo porque ele devolveu-lhe o filho, e Manfred emenda: “E eu também não pude esquecê-la... Com essa perna”.

É de admirar que ninguém tenha dito à diretora de que se tratavam de momentos de puro ridículo. E surpreende mais ainda que uma cineasta de 55 anos escreva e dirija uma história tão pueril.

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