"Hahithalfut" se perde na vontade de ser esquisito

Produção israelense mostra professor de física que procura liberdade fazendo travessuras

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

A coprodução Israel-Alemanha “Hahithalfut” (“A troca”, na tradução literal do inglês), de Eran Kolirin, exibido nesta quarta-feira (7) dentro da competição do Festival de Veneza 2011 , busca a estranheza nas coisas cotidianas da vida de Oded (Rotem Keinan), professor universitário de física.

Divulgação
"Hahithalfut", dirigido pelo isralense Eran Kolirin: fuga da rotina
Casado com Tami (Sharon Tal), que acaba de se formar arquiteta e não parece muito empenhada em encontrar um emprego, um dia ele volta para casa durante a tarde para buscar uma pasta que havia esquecido, só para encontrá-la dormindo quando deveria estar trabalhando em seu portfólio.

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Oded estranha a atmosfera do apartamento num horário diferente e descobre toda uma vida das pequenas coisas. Por exemplo, que é ótimo gritar e xingar no vazio ou jogar objetos pela janela. Ele encontra um parceiro de travessuras no vizinho, Yoav (Dov Navon). Ao mesmo tempo em que encontra essa nova vida, escondida de sua mulher, Oded afasta-se de Tami.

Em seu segundo longa, o diretor parte de uma premissa complicada – a de que uma visita a seu próprio apartamento num horário diferente seria responsável por esse clique. No material de imprensa, ele explica que a inspiração veio de sua jornada de viagens para divulgar o filme anterior, “The Band’s Visit”, que o transformou numa espécie de espectador de sua própria vida – um argumento mais interessante.

O filme poderia ser mais intrigante e exagera nas bobeiras de seu protagonista para libertar-se da vidinha modorrenta que leva. Talvez “Hahithalfut” tivesse ganho mais se o cineasta não tivesse preocupado tanto em ser esquisito.

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