Grego cria história original sobre o luto

“Alpis”, de Yorgos Lanthimos, mostra um grupo que representa cenas da vida de pessoas que morreram para ajudar as famílias

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

Divulgação
Cena do filme "Alpis", de Yorgos Lanthimos
Com o original, estranho e violento “Dente Canino” (2009), Yorgos Lanthimos surpreendeu o mundo cinematográfico e levou o prêmio da mostra Un Certain Regard, no Festival de Cannes . Surpreendeu mais ainda ao ficar entre os finalistas do Oscar de filme estrangeiro, neste ano.

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Lá, ele mostrava pai e mãe que mantinham os filhos presos em casa, isolados do resto do mundo e criados num universo particular, em que as palavras significavam outras coisas. Uma mulher era contratada para satisfazer os desejos do filho homem.

Em “Alpis”, exibido em sessão de imprensa na noite da sexta-feira (2), na competição do Festival de Cannes 2011 , Lanthimos traz mais uma rara história original, desta vez sobre uma enfermeira, um paramédico, uma ginasta e seu técnico, que formam um grupo especializado em substituir pessoas mortas para atenuar o luto da família. Mas a enfermeira começa a ir um pouco longe demais em sua representação.

Lanthimos cria novamente uma atmosfera estranha, fria, mesmo falando de um assunto sensível. A representação, diz, não tem como reproduzir fielmente a vida. Teria o cinema? Essa é uma das perguntas que o diretor grego suscita, entre muitas outras, neste longa imperfeito e de muitas camadas, em que a “realidade” e a ficção misturam-se.

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