"Girimunho" participa da mostra Horizontes

Filme de estreia de Helvécio Marins e Clarissa Campolina compete com Jonathan Demme e James Franco

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

A seção oficial Horizontes do Festival de Veneza , que conta com júri e premiação próprios, pretende explorar as novas tendências do cinema mundial. Assim, cabem ali filmes mais experimentais ou menos comerciais, como os documentários, além de curtas e médias-metragens.

É essa seção que tem abrigado os representantes brasileiros em anos recentes – o último brasileiro na competição foi Fernando Meirelles, com a produção internacional “O Jardineiro Fiel”, em 2005. De lá para cá, participaram produções como “O Céu de Suely”, de Karim Aïnouz, “Árido Movie”, de Lírio Ferreira, e “Insolação”, de Felipe Hirsch e Daniela Thomas.

Divulgação
O brasileiro "Girimunho", de Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina
Getty Images
James Franco: diretor de "Sal"
Neste ano, não será diferente: “Girimunho”, estreia em longas de Helvécio Marins Jr. e Clarissa Campolina, participa da seção. Por se tratar de um primeiro longa-metragem, a dupla também concorre ao prêmio Luigi de Laurentiis, dado ao melhor debutante do festival. Os outros longas latino-americanos são o chileno “Verano”, de José Luis Torres Leiva, e o argentino Edgardo Cozarinsky, com “Nocturnos”. Também concorrem os portugueses “Cisne”, de Teresa Villaverde, e “Palácios de Pena”, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt.

A mostra Horizontes tem ainda nomes estrelados como Jonathan Demme, que exibe o documentário “I’m Carolyn Parker: The Good, the Mad and the Beautiful”, sobre uma mulher tentando reconstruir a vida pós-furacão Katrina, e James Franco, com “Sal”, que reconstitui os últimos dias do ator Sal Mineo, de filmes como “Juventude Transviada”, assassinado quando tinha 37 anos.

Vários artistas plásticos apresentam longas-metragens na Horizontes: o belga Nicolas Provost mostra “The Invader”, enquanto o tailandês Rirkrit Tiravanija leva “Lung Neaw Visits His Neighbours”. Membro do júri principal, a finlandesa Eija-Liisa Ahtila comparece com o média “The Annunciation”, fora de competição.

A abertura fica por conta de “Cut”, do iraniano Amir Naderi, sobre a relação obsessiva de um jovem japonês com o cinema.

O júri da seção Horizontes é presidido pelo cineasta, produtor e roteirista chinês Jia Zhang-ke e formado pelo curador britânico Stuart Comer, pela arquiteta francesa Odile Decq, pela produtora e diretora egípcia Marianne Khoury e pelo montador italiano Jacopo Quadri. Eles escolherão os vencedores em quatro categorias: Horizontes, para o melhor longa, o Prêmio Especial do Júri, também para longas, o melhor curta e o melhor média.

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