François Ozon faz rir com clichês em Potiche

Ao lado de Gerard Depardieu, Catherine Deneuve é uma dona de casa dos anos 1970 que se transforma ao longo da trama

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

Divulgação
Catherine Deneuve e Gerard Depardieu em "Potiche": simplesmente uma delícia
A manhã deste sábado (4) começou leve e engraçada na competição do 67º Festival de Veneza, graças ao francês François Ozon e seu Potiche . No início da trama, Suzanne ( Catherine Deneuve ) é uma dona de casa sempre de bem com a vida, que se surpreende com a visão de passarinhos e esquilinhos e escreve poemas num caderninho. Uma esposa troféu, como diz seu marido, o estressado Robert (Fabrice Luchini).

Ele toma conta da fábrica de guarda-chuvas fundada pelo pai dela com mão de ferro, sem nem ao menos reformar os banheiros dos empregados. Em greve, eles decidem sequestrar o patrão. Suzanne primeiro pede a ajuda de um sindicalista esquerdista (Gerard Depardieu) para libertar o marido, que, traumatizado, precisa tirar férias forçadas. E então ela assume a administração, promovendo uma revolução.

O filme lida com vários clichês com habilidade, bem ao contrário do italiano La Passione , exibido na noite de ontem. Ozon extrai momentos genuinamente engraçados com uma história absurda, cheia de momentos “as aparências enganam”. E ainda trata no subtexto de assuntos sérios, como as noções de esquerda e direita, exploração de trabalhadores e feminismo. Potiche é simplesmente uma delícia.

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