Filme de Madonna causa risadas involuntárias em Veneza

Diretora de "W.E.", estrela diz que não abdicaria de seu trono como rainha do pop e que seus ex-maridos a influenciaram no cinema

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

Parece o filme de uma menina de 18 anos “W.E.”, dirigido pela cantora Madonna: ingênuo, raso, com todos os clichês possíveis do cinema. O filme, exibido fora de competição na manhã desta quinta-feira (1º) no Festival de Veneza 2011 , provocou risos e até gargalhadas involuntárias na sessão para jornalistas e chegou a receber vaias discretas no final.

Divulgação
Andrea Riseborough e James D'Arcy no romance "W.E.", dirigido por Madonna
Madonna fez um paralelo entre duas histórias: do relacionamento entre Wallis Simpson (Andrea Riseborough) e o rei Eduardo 8º, que abdicou do trono do Reino Unido por seu amor a ela, com o casamento infeliz de Wally (Abbie Cornish) com um médico. Wally é obcecada pelo aparente conto de fadas envolvendo a divorciada Wallis e o rei, a ponto de assistir – e obrigar o espectador a ver também – vários filmes sobre o escandaloso caso. A protagonista nos dias de hoje chega a receber conselhos da mulher que tem como ídolo.

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Getty Images
Madonna em Veneza: "me vejo como uma contadora de histórias", garante a também cineasta
Não bastasse o paralelo mais do que óbvio, Madonna usa outros clichês: muita câmera lenta, cenas supostamente documentais e caseiras para mostrar a relação de W.E. – Wallis e Eduardo, claro, mas também “nós” em inglês. Quando um homem se interessa por Wally, é um segurança, mas, claro, ele é um intelectual também.

Na coletiva que se seguiu à exibição, Madonna disse que ficou fascinada pela história. “Quis entender a razão por que aquele homem abdicou do trono pelo amor a essa mulher”, disse. Um jornalista perguntou se ela abdicaria de seu trono como rainha do pop por algum homem ou por alguma mulher. “Eu acho que posso ter ambos”, respondeu a cantora e diretora.

Ela também disse que sua espiritualidade a ajudou na empreitada. “Quando você faz um filme, precisa ter uma força mental, de pensamento e de alma. Entrei preparada. Fazer filmes é difícil. Você precisa acreditar, porque haverá desafios.”

Madonna também afirmou que sempre gostou de cinema. “Me vejo como uma contadora de histórias, não acho que seja um salto tão grande passar de compositora para diretora. Fui casada com Sean Penn e Guy Ritchie, dois homens criativos que me influenciaram e me apoiaram.”

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