¿Eu conto histórias¿, diz Andrucha Waddington

Diretor de Lope afirma que não vê diferença entre filmar na Espanha e no Brasil

Mariane Morisawa, enviada especial a Veneza |

Divulgação
O cineasta brasileiro Andrucha Waddington, diretor da co-produção Espanha-Brasil Lope
Para Andrucha Waddington, cinema é cinema, não importa onde se faça. Por isso, ele não vê sentido na polêmica de ser um cineasta brasileiro dirigindo Lope , uma co-produção Espanha-Brasil falada em espanhol, com equipe majoritariamente espanhola e orçamento de 10 milhões de euros, sobre o poeta e dramaturgo espanhol Lope de Vega, exibido fora de competição no 67º Festival de Veneza. “Eu conto histórias”, disse.

No caso, trata-se da história da formação de um artista, de como foi a juventude de Lope de Vega (interpretado pelo argentino Alberto Ammann), ex-soldado da Armada Espanhola, amante de Elena (Pilar López de Ayala) e Isabel (Leonor Watling), com dificuldades de vender seus primeiros trabalhos. Andrucha afirmou ter ficado surpreso com a ausência de produções sobre esse período da vida de Lope de Vega. “Nem os jornalistas espanhóis sabiam muito sobre essa época”, disse. O diretor mergulhou durante quatro anos na leitura de sua obra, de biografias e de livros históricos sobre o período.

Ele está feliz com sua estreia em Veneza, depois de exibir Eu, Tu, Eles em Cannes e Casa de Areia em Berlim. “É um presente”, disse. Em seguida, ele vai a Toronto, que considera sua segunda casa. “Estive lá com Eu, Tu, Eles e Casa de Areia ”, contou. Em relação às críticas recebidas por Lope na Espanha, onde o filme já estreou, o diretor contou que foram 50% positivas, 30% médias e 20% queriam minha cabeça. “Não se pode agradar a todos. Eu estou contente e não mudaria nada do que fiz.”

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